Ninkasi, a Deusa da Cerveja

Ninkasi é a antiga deusa sumeriana da cerveja, que transformou uma mistura de água e cevada em um líquido dourado, conhecido hoje como cerveja.

Era uma deusa muito popular que fornecia cerveja aos deuses. Ela era considerada a própria personificação da cerveja.

terça-feira, 22 de julho de 2014

INTERNATIONAL BEER DAY


Sobre o Dia Internacional da Cerveja

O Dia Internacional da Cerveja  é celebrado na primeira Sexta-feira de agosto, desde o ano de 2007, em Santa Cruz, Califórnia. Desde sua criação o Dia Internacional da Cerveja cresceu e passou de um pequeno evento localizada no oeste dos Estados Unidos para uma celebração mundial que abrange 207 cidades, 50 países e 6 continentes. 

É uma celebração global de cerveja, em bares, cervejarias, e locais onde se bebe cerveja em todo o mundo. É um dia para os amantes da cerveja em todos os lugares levantarem um brinde aos nossos cervejeiros e garçons, e regozijar-se com a grandeza da cerveja!

Os fabricantes, os amantes e os vendedores de cerveja de todo o mundo agora têm mais um motivo para levantar os copos gelados. Juntos com centenas de bares, restaurantes, pubs e cervejarias em todo o mundo, temos declarado o  Dia Internacional da cerveja!

Especificamente, o Dia Internacional Beer tem três objetivos declarados:
O objetivo do IBD é triplo:
1) Para se reunir com os amigos e desfrutar a delícia que é a cerveja;
2) Para celebrar a dedicação de homens e mulheres que produzem e servem a nossa cerveja;
3) Para unir o mundo sob a bandeira unida da cerveja , celebrando as cervejas de todas as nações e culturas juntos neste dia notável.
O Dia Internacional da Cerveja é a nossa chance de deixar as cervejarias e bares do mundo saberem o quanto nós apreciamo-los, ao mesmo tempo, participando de uma das melhores atividades de sempre, ou seja, beber cerveja! Talvez até mais do que a própria bebida, o Dia Internacional da Cerveja é sobre a comemoração dos estabelecimentos que produzem, vendem e dão as pessoas um lugar para se divertir.
Portanto, levante seu copo no dia 01 de agosto para celebrar esses heróis por trás de cada bebida saborosa. Cheers, e Feliz Dia Internacional da Cerveja!

Os responsáveis

O Dia Internacional da Cerveja é executado por dois rapazes, dedicados a unir o mundo em comemoração em torno da cerveja. Sua base de operações é em San Francisco, onde eles passam o tempo a beber cervejas especiais e trabalhando para espalhar IBD para cada bar, pub e cervejaria do mundo.
Jesse
Jesse Avshalomov ( @ allforJesse )

Um entusiasta estrategista, empresário e cervejeiro artesanal, Jesse idealizou o Dia Internacional da cerveja em 2007 e tem espalhado a palavra beertastic desde então. Ultimamente ele está ligado em Tripels belgas, mas a primeira cerveja que Jesse se apaixonou foi uma Newcastle Brown Ale.
Evan
Evan Hamilton ( @ evanhamilton )

O leme que guia o navio do Dia Internacional da Cerveja, Evan usa seu amor por cerveja e talento para a organização das comunidades para manter IBD inventivo e na pista. Ele prefere Dark Lagers atualmente, mas a bebida que conquistou primeiro Evan era de um Samuel Smith Oatmeal Stout.


Como comemorar o Dia Internacional Beer

Para aqueles que são novos para toda essa coisa de Dia Internacional da Cerveja, temos trabalhado este guia sobre como comemorar - Felicidades!

Beer celebram 1
Beba boa cerveja com bons amigos

Se você estava pensando em passar o Dia Internacional de cerveja sozinho, pense novamente! Beber cerveja pode ser a parte mais importante de celebrar o Dia Internacional de cerveja, mas estamos bastante convencidos de que a cerveja vai melhor com um pouco de conversa. Então arraste os seus amigos para uma festa IBD ou convide-os para sua casa.

Cerveja celebrar 2
Dê de presente uma cerveja

É um fato bem conhecido que a cerveja tem um gosto melhor quando alguém compra-a para você, por isso é uma tradição no Dia Internacional da cerveja comprar cerveja para seus amigos! Quando você presentear com a cerveja, não se esqueça de dizer as palavras tradicionais da cerveja-doação:
"Trago-vos o dom de cerveja."
Ao dar o dom da cerveja para os seus amigos e receber o dom da cerveja em troca, a cerveja de todos torna-se muito mais deliciosa.

Cerveja celebrar 3
Desfrute de Cervejas de outras culturas

É um mundo de cerveja grande lá fora, cheio de novos sabores maravilhosos. Ser aventureiro, tentar algo novo no Dia Internacional da cerveja!

Cerveja celebrar 4
Thank Your Brewer, Thank Your Bartender

Milhares de homens e mulheres ao redor do mundo têm dedicado suas vidas para nos fornecer as cervejas de grandes variedades que temos disponíveis atualmente, e no Dia Internacional da Cerveja é importante permitir que essas pessoas saibam que nós apreciamo-los. Então, escreva uma nota, deixe uma dica, um recado, ou apenas diga obrigado, mas certifique-se de que seus cervejeiros e bartenders sabem que você os ama.


http://www.internationalbeerday.com


segunda-feira, 21 de julho de 2014

CONHECE O CERVEDIÁRIO? AGORA VOCÊ JÁ TEM ONDE ANOTAR AS SUAS DEGUSTAÇÕES!


Quando resolvi começar a postar neste Blog as cervejas que já degustei confesso que tive dificuldades em estabelecer uma mínima padronização. Primeiro porque não dispunha de muita experiência (continuo não tendo) e depois porque no momento da degustação anotava num papel qualquer as minhas impressões sobre a cerveja, para depois transferi-las para o Blog. É fato que uma análise acabava contendo algum elemento a mais ou a menos, em relação a outras. 

Bem, se os seus dramas são iguais ou parecidos com os meus, posso dizer que os seus problemas acabaram!!!


O CerveDiário é o que faltava para você cervejeiro iniciante, desorganizado, perfeccionista, esquecido, detalhista, prático, estudioso, caprichoso, organizado, atento, moderno, ou seja, para você que gosta de uma boa cerva, organizar suas degustações. Ainda traz dicas de como servir uma cerveja, estilos de cervejas e tipo de copo adequado para cada cerva. É um Guia de Bolso que você pode carregar para onde quiser. Recebi o meu há duas semanas e estou gostando muito!


Você pode obter as informações de como adquirir seu CerveDiário no site da EVVIVA, empresa especializada em produtos originais para nós cervejeiros.
Site: http://mundoevviva.com.br/
E-mail: contato@mundoevviva.com.br

Cheers!
Araújo Junior




domingo, 20 de julho de 2014

Dado Bier Weiss - Degustação nº 40



Fundada em 1995 a DaDo Bier é a primeira a seguir o Reinheitsgebot, o Decreto de Pureza da Baviera, criado em 1516 para orientar a produção cervejeira na Alemanha. Com espírito pioneiro e empreendedor a Dado Bier possui experiência de mais de uma década em produção de cervejas (http://cervejaria.dadobier.com.br/tradicao).

Cervejaria: DaDo Bier
Origem: Porto Alegre (Brasil)
ABV(%): 5
Estilo: German Weizen
Embalagem: 600 ml

Trata-se de uma cerveja de coloração dourada e turva. Apresentou uma espuma de cor branca, densa e de média duração, com uma boa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão. 

No aroma leve presença de ésteres frutados, banana e cravo. A presença do lúpulo é bem leve e cítrico. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. Sabor frutado, com leve toque de banana, frutas brancas e cravo. O lúpulo continua levíssimo e suave. 

O retrogosto é fugaz e levemente adocicado. Corpo médio e rescência idem, conferem bom drinkability a esta cerveja, que possui leve adstringência. A percepção alcoólica é oportuna. Cerveja refrescante.

Bebamos!
Araújo Junior

Therezópolis Weiss - Degustação nº 39


Therezópolis Weiss é a versão de trigo da tradicional linha da cervejaria da região serrana do Rio de Janeiro. Segundo Gabriel Di Martino, cervejeiro da Sankt Gallen, a Therezópolis Weiss é uma cerveja elaborada de acordo com o tradicional método da região sul da Alemanha.

Cervejaria: St. Gallen
País: Brasil
ABV(%): 5,2
Estilo: German Weizen
Embalagem: 600 ml

Cerveja de coloração dourada, tendendo ao laranja, levemente turva, com espuma branca de formação densa e de rápida dissolução, com uma justa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão.

No nariz, frutado (banana e frutas brancas) e no sabor notas de banana e cravo, sendo este último em maior evidência, especialmente no retrogosto. Presença de álcool não muito forte ao aproximar o copo do nariz.

Corpo médio, textura licorosa, carbonatação média, sensação de leve adstringência e leve amargor. Aftertaste fugaz e adocicado. Cerveja com boa drinkabilidade. Uma boa opção dentre as nacionais!

Cheers!
Araújo Junior

Burgman Stout - Degustação nº 38


Cerveja nacional, fabricada pela cervejaria Burgman de Sorocaba. Esta cerveja ganhou a medalha de Bronze no Festival Brasileiro da Cerveja de 2014.

Cervejaria: Burgman
País: Brasil
ABV(%): 7
Estilo: Sweet Stout
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor marrom apresentou formação densa, cremosa e de curta duração, com uma justa transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete a tostado com toques de chocolate, caramelo e café, sendo de forma média. Percebe-se o lúpulo com toque frutado. Presença de álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte tostado se sobressai juntamente com um leve dulçor. Ao degustá-la sente-se uma boa robustez e o médio amargor. 

O aftertaste é médio e amargo. Com corpo médio e rescência idem, combina com variados pratos, desde uma feijoada, até queijos nobres, como o Pecorino. Também é ótima com sobremesas e doces, em especial os feitos à base de chocolate.. Adstringência inexistente. A percepção alcoólica é oportuna. 

Zdorov!
Luiz Araújo

DICAS DE LEITURA: BRASIL BEER - O GUIA DE CERVEJAS BRASILEIRAS


Comprei este livro com o intuito de conhecer melhor as cervejas e cervejarias do Brasil. Não me arrependi! O livro permite que o leitor faça uma "viagem sem sair do lugar" percorrendo de norte a sul deste país, várias microcervejarias, cervejarias artesanais, etc. Serve de guia para quem quer viajar e fazer um circuito cervejeiro e para quem quer simplesmente sair a caça de rótulos nacionais que ainda desconhece. Livro para todos que gostam de uma boa cerva!
A seguir a sinopse do livro e ficha técnica.

Boa leitura!
Araújo Junior

Que o brasileiro ama cerveja já sabíamos. Não é à toa que é a bebida alcoólica mais consumida no país. O que agora todos saberão é quais são e onde estão as melhores cervejas feitas no Brasil, do Norte ao Sul. Neste livro, os entusiastas da bebida poderão conhecer um pouco mais sobre o fabuloso mundo da cerveja brasileira, que vem experimentando um renascimento no país, com uma explosão de interessados em resgatar sua originalidade e em apreciá-la de um modo diferente e especial. Para este guia, os autores mapearam e catalogaram praticamente todas as cervejarias, microcervejarias e associações de cervejeiros artesanais que atualmente existem no Brasil. São produtos com cores, aromas e sabores distintos dos convencionais, produzidos em menor escala, com qualidade superior e sempre com o olhar do dono do negócio. Além disso, traçaram os principais roteiros, reunidos por região do país, estado e cidade. São mais de 450 cervejas, e mais de 120 locais em que se pode beber o precioso líquido. O leitor também obterá dados da região, indicações de hotéis e locais onde ficar, serviços de táxi e mais para fazer um tour cervejeiro.

Formato: Livro
Autor: Oliveira, Henrique
Autor: Drumond, Helcio
Idioma: Português
Editora: Gutemberg
Assunto: Gastronomia
Altura: 22,5 cm
Largura: 12,5 cm
Peso: 0,300 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 304

Petra Schwarzbier - Degustação nº 37


É uma cerveja produzida pela cervejaria Petrópolis e segundo a mesma, é uma Premium preparada como as tradicionais cervejas pretas da Alemanha. 

Cervejaria: Petrópolis
País: Brasil
ABV(%): 6,2
Estilo: Schwarzbier
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor marrom apresentou média formação, esparsa e de média dissolução, com uma fraca transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete a caramelo e tostado, sendo de forma média. Percebi pouca presença de lúpulo. Presença de álcool equilibrada ao aproximar o copo do nariz. No sabor o tostado se sobressai, além do toque de café. Ao degustá-la sente-se um leve dulçor no início. 

O aftertaste é fulgaz e remete a um médio amargor. Apresentou corpo média e rescência idem. Adstringência tenra e textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna. Na minha opinião é superior a Black Princess escura.

Um brinde!
Araújo Junior



sábado, 19 de julho de 2014

Black Princess Escura - Degustação nº 36


É uma cerveja datada de 1882, ou seja, desde os tempos do Rio de Janeiro Imperial. Cerveja produzida na cidade imperial (Petrópolis).

Cervejaria: Petrópolis
ABV(%): 4,8
Estilo: Dark Americam Lager
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor marrom apresentou formação grande, esparsa e de rápida dissolução, com uma fraca transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete a caramelo e tostado, sendo de forma leve. Percebi pouca presença de lúpulo. Presença de álcool também não sendo muito forte ao aproximar o copo do nariz. No sabor o caramelo se sobressai juntamente com um leve toque de café e tostado. Ao degustá-la sente-se um leve dulçor no início. 

O aftertaste é fulgaz e remete a um levíssimo amargor. Com corpo leve e carbonatação baixa, esta cerveja se torna refrescante e com bom drinkability. Adstringência inexistente e textura aguada. A percepção alcoólica é inoportuna. Mas para quem procura uma cerveja escura "refrescante", esta é uma opção.

 Saúde!
Araújo Junior

Desperados - Degustação nº 35



A cerveja Desperados é uma combinação de cerveja com um toque de tequila e especiarias com limão. Mais uma Specialty Beer, ou seja, uma cerveja que não se enquadra num estilo já conhecido. Assim, é um estilo bastante aberto, que deixa o cervejeiro livre para criar sua cerveja de acordo com os ingredientes tradicionais locais.

Cervejaria: Fischer d'Alsace (Grupo Heineken)
Origem: França
ABV(%): 5,9
Estilo: Specialty Beer
Embalagem: Garrafa 330 ml

É uma cerveja digamos diferente, por adicionar tequila em sua receita. Apresenta coloração dourada e límpida. Sua espuma de cor branca apresentou formação grande, esparsa e de curta duração, sem no entanto apresentar uma boa transição de renda no copo e presença de partículas flutuantes. 

O aroma é cítrico intenso remetendo a limão quase que exclusivamente e tequila passando bem longe. O lúpulo está presente bem leve, com toques florais. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. O sabor é cítrico e adocicado e não se percebe a presença da tequila. O retrogosto é fugaz e levemente doce. Corpo bem leve e nenhuma sensação de adstringência, conferem bom drinkability a esta cerveja. Resta saber a que ou a quem se destina. Pode ser que funcione bem, talvez em baladas.

Santé!
Araújo Junior

DICAS DE LEITURA: O LIVRO DA CERVEJA


Uma ótima leitura para apreciadores, iniciantes, conhecedores e também para colecionadores, visto que o livro além de apresentar conteúdo extenso é apresentado numa linda capa dura, que com certeza fica bem exposta em qualquer estante ou ambiente gourmet, por exemplo. Depois de lê-lo continuo utilizando-o para consultas. O único (para alguns, grande) porém é a parte do livro dedicada as cervejas brasileiras, que é praticamente nula, com a citação de meia dúzia de cervas, que não são nem mesmos as melhores cervejas artesanais e especiais que temos por aqui. Mesmo assim, vale a pena tê-lo. Segue a sinopse e ficha técnica:
Boa leitura!
Araújo Junior

Este livro, organizado por Tim Hampson, contou com a participação de especialistas para visitar mais de 800 cervejarias espalhadas por todo o mundo, além de avaliar 1.700 cervejas dos mais variados estilos, com descrições e informações como intensidade de sabores, uso de ingredientes incomuns, graduação alcoólica e análises visual, olfativa e gustativa. 'O Livro da Cerveja' mostra as cervejas consideradas melhores pelos especialistas e traz dicas para realçar o sabor da bebida com comidas adequadas.

Esta obra procura apresentar uma panorâmica sobre a atividade cervejeira mundial, com foco em cervejas comercializadas nos tempos contemporâneos. Apresenta fotos dos rótulos avaliados e um 'roteiro da cerveja', concebido para os adeptos do chamado 'turismo cervejeiro'. Nele busca-se sugerir passeios por cervejarias dos países destacados no livro. Orientações sobre a arte da degustação e o esclarecimento de curiosidades, como a razão de ser dos formatos de copos e garrafas e a harmonização das cervejas com pratos, complementam o guia, que inclui ainda um glossário com os termos utilizados no universo da cerveja.

Formato: Livro
Organizador: Hampson, Tim
Tradutor: Barbao, Marcelo
Idioma: Português
Editora: Globo Estilo
Assunto: Gastronomia
Altura: 23,5 cm
Largura: 19,5 cm
Peso: 1,310 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2012
Número de páginas: 352

Colorado Demoiselle - Degustação nº 34


O nome Demoiselle é uma singela homenagem ao grande brasileiro Alberto Santos Dumont, cuja família era proprietária de fazendas de café na região de Ribeirão Preto. O aeroplano Demoiselle criado por Santos Dumont em 1907 é até hoje um ícone de estilo e simplicidade. A cerveja Demoiselle é da mesma forma uma cerveja elegante e simples para ser degustada com pratos defumados ou mesmo uma sobremesa de chocolate.


Cervejaria: Colorado

Cidade: Ribeirão Preto

ABV(%): 6

Estilo: Porter
Embalagem: Garrafa de 600 ml


É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor marrom apresentou formação densa, cremosa e persistente, com uma boa transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete café, chocolate, caramelo e tostado, sendo de forma média. O lúpulo está presente bem leve, herbal. Presença de álcool não muito forte ao aproximar o copo do nariz. No sabor o café se sobressai juntamente a um leve toque tostado. Ao degustá-la sente-se a robustez e o intenso amargor. 

O aftertaste é duradouro e amargo. Com corpo elevado e rescência baixa, não é definitivamente uma cerveja para "beber uma atrás da outra". Adstringência tenra. A percepção alcoólica é oportuna. 

Uma ótima cerveja para ser degustada com pratos defumados ou mesmo uma sobremesa de chocolate.

Salut!
Araújo Junior

Franziskaner Hefe-Weissbier - Degustação nº 33


A Franziskaner Weissbier é uma das cervejas de trigo mais conhecidas do mundo, com mais de 600 anos. As cervejas de trigo têm uma longa história: os babilônios já apreciavam esse tipo de cerveja, que é obtida através de alta fermentação, a maneira mais antiga de se fazer cerveja.

Cervejaria: Spaten-Franziskaner-Bräu (Pertence ao Grupo Anheuser-Inbev)
ABV(%): 5
Estilo: German Weizen
Embalagem: Garrafa de 500 ml

Dentre todas as cervejas de trigo que experimentei até o momento, a Franziskaner está entre as melhores. Trata-se de uma cerveja de coloração dourada e turva. Apresentou uma espuma de cor branca, cremosa, grande e persistente, com uma boa transição de renda no copo e presença de muitas partículas em suspensão. 

No aroma intenso e frutado percebe-se a presença de cravo, banana e mel. A presença do lúpulo é quase imperceptível, apresentando talvez um toque floral. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. Sabor frutado, com toque de banana, frutas brancas e cravo. O lúpulo continua levíssimo e suave. 

O retrogosto é médio e frutado, com gostinho de cravo e levíssimo amargor. Corpo médio e rescência idem, conferem bom drinkability a esta cerveja, que possui leve adstringência. A percepção alcoólica é oportuna. Cerveja refrescante e boa para ter sempre em casa.

Prost!
Luiz Araújo

Oettinger Hefeweizen - Degustação nº 32


Autêntica cerveja de trigo alemã, feita de acordo com a Lei de Pureza de 1516. Uma das mais vendidas cervejas de trigo na Alemanha.

Cervejaria: Oettinger Bier Gruppe
ABV(%): 4,9
Estilo: German Weizen
Embalagem: Lata de 500 ml

Trata-se de uma cerveja de coloração dourada e turva. Apresentou uma espuma de cor branca apresentou formação média e de rápida dissolução, com uma justa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão. 

No aroma frutado percebe-se a presença de cravo e banana e de forma média. O lúpulo está presente de forma bem leve, apresentando um toque floral. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. Sabor leve e frutado, com toque de banana e cravo. O lúpulo continua leve e suave, floral. 

O aftertaste é fulgaz e levemente cítrico. Corpo leve e rescência idem, conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que possui também pouca adstringência, o que a deixa com a textura um pouco aguada. A percepção alcoólica é oportuna. Cerveja bem refrescante.

Ein Prosit!
Araújo Junior

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Göttlich Divina! - Degustação nº 31


Esta cerveja é elaborada com matéria-prima das regiões de maior tradição no Mundo (Alemanha e República Tcheca). Uma Cerveja que inova com o seu especial processo de Dry Hopping. No método tradicional de adição de lúpulo, no qual ele é adicionado na fase de fervura e onde a liberação das substâncias depende do tempo em que o ele ficará fervendo, muitas características são amenizadas ou até perdidas por conta das borbulhas ferventes. No Dry Hopping o lúpulo é adicionado à mistura após a fervura, sem ou quase sem borbulhas, para evitar que os aromas sejam volatilizados. Cerveja nacional produzida em Joinville-Santa Catarina.

Cervejaria: Opa Bier (“Cerveja do Vovô”, em alemão)
ABV(%): 5,8
Estilo: Specialty Beer
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de trigo, porém com uma peculiaridade, leva guaraná natural em sua receita. Apresenta coloração amarela e turva. Sua espuma de cor branca apresentou formação densa com média duração, com uma boa transição de renda no copo e presença de partículas flutuantes. 

O aroma é frutado intenso remetendo a banana, cravo, guaraná e tuti-fruti. O lúpulo está presente bem leve. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. O sabor é frutado e quase não se percebe a presença do guaraná. Este sim responsável pelo retrogosto fulgaz e levemente amargo. Corpo bem leve e nenhuma sensação de adstringência, conferem bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna.

Em tempo, o nome Göttlich significa Divino em alemão.

Prost!
Araújo Junior

Ravache Gold - Degustação nº 30


Segundo o mestre cervejeiro da empresa, Gustavo Vilafranca Assoni, a Ravache Gold foi elaborada dentro da Lei de Pureza Alemã que não permite o uso de conservantes ou aditivos na formulação deste tipo de bebida. A novidade é que a cerveja é produzida com três tipos de maltes importados, dois tipos de lúpulos aromáticos e água puríssima da região da Serra dos Cristais (São Paulo).

Cervejaria: Ravache (Guitt's)
ABV(%): 4,8
Estilo: Premium American Lager
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração dourada e levemente turva. Sua espuma de cor branca apresentou formação densa com média duração, com uma boa transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma, o malte remete a caramelo e panificação. O lúpulo está presente de forma leve deixando um aroma floral. Álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo e um leve toque de pão e cereais. O lúpulo continua presente e proporciona um leve amargor.

O aftertaste é médio e deixa um leve amargor. Corpo leve e rescência idem conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que não possui qualquer nível de adstringência. Textura macia. A percepção alcoólica é oportuna. Uma ótima opção para àqueles que estão começando a experimentar cervejas premiuns e especiais. Dá de dez nas cervejas comerciais que são vendidas para a massa, além de ter um ótimo custo benefício. Gostei e sempre tenho em casa. Boa cerva!

Saúde!
Luiz Araújo 

Patagnia Amber Lager - Degustação nº 29

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Esta cerveja é de origem argentina e pertence a mesma cervejaria que fabrica a Quilmes, ou seja a Quinsa, que é controlada pelo grupo Anheuser-Inbev. 

Cervejaria: Quinsa
ABV(%): 4,5
Estilo: Amber Lager
Embalagem: Garrafa de 740 ml

É uma cerveja de coloração âmbar e levemente turva. Sua espuma de cor branca apresentou formação densa com média duração, com uma justa transição de renda no copo e ausência de partículas. 

No aroma, o malte remete basicamente a caramelo e de forma média. O lúpulo está presente bem leve, deixando a cerveja com pouco amargor. Álcool bem fraco ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo e um levíssimo tostado. O lúpulo continua leve e suave, floral. 

O aftertaste é fugaz e levemente adocicado. Corpo bem leve e rescência mediana conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que não possui qualquer nível de adstringência, o que a deixa com a textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna.

Salud!
Araújo Junior

St Gallen Weissbier - Degustação nº 28


Na CERVEJARIA SANKT GALLEN são produzidas Cervejas Especiais, todas Puro Malte, de excelente paladar e aroma, mas além das Cervejas Especiais das linhas THEREZÓPOLIS e ST.GALLEN a cervejaria também produz o Chopp da Estação, em edições sazonais e limitadas, nas quatro estações do ano.

Cervejaria: St. Gallen
País: Brasil
ABV(%): 5,5
Estilo: German Weizen
Embalagem de 600 ml

Cerveja de coloração dourada, levemente turva, com espuma branca de formação densa e persistente, com uma justa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão. 
Aroma frutado (banana e frutas brancas) e no sabor presença de banana e cravo, sendo este último em maior evidência. Corpo médio, textura licorosa, carbonatação intensa, sensação de leve adstringência e leve amargor. Retrogosto adocicado. Cerveja com boa drinkabilidade. Uma boa opção dentre as nacionais!

Tin-tin!
Araújo Junior

Sul Americana - Degustação nº 27


Conhecida pela Cerveja preferida do Imperador! Era janeiro de 1880, D. Pedro II desce do seu palácio de verão, na Região Serrana, para visitar uma recém inaugurada cervejaria montada no Rio de Janeiro por imigrantes alemães que empregavam sua experiência na produção de cervejas de qualidade impar.

D. Pedro II, grande incentivador da indústria cervejeira, é convidado a abrir e apreciar a primeira garrafa da Cerveja Sul Americana. A partir desse dia, a Sul Americana tornou-se a preferida do imperador, ganhando o apelido: “A Princesinha das Cervejas”.

Cervejaria: Cervejaria Sankt Gallen
ABV(%): 5
Estilo: Classic American Pilsner
Embalagem: Garrafa de 600 ml

Uma cerveja de coloração dourada e límpida, com espuma de cor branca com formação densa, de média duração. O aroma e o sabor apresentam um ótimo equilíbrio entre o malte e o lúpulo, fazendo com que a cerveja fique levemente adocicada e com baixo amargor. Tem um corpo leve, carbonatação suave e adstringência inexistente. Apresenta um retrogosto levemente adocicado. Cerveja leve e com boa drinkabilidade.

A ti bebo!
Araújo Junior

Quilmes - Degustação nº 26


Cerveja de origem argentina, pertencente ao grupo Anheuser-Inbev. É sinônimo de cerveja na Argentina, onde é também a mais vendida.
Cervejaria: Quinsa
ABV(%): 4,9
Embalagem: Garrafa de 970 ml
Cerveja Tipo Pilsen
Estilo: Standard American Lager

Cerveja de cor dourada e translúcida, tem sua espuma de cor branca, com formação esparsa e de rápida dissolução. Aroma e sabor levemente maltado e lupulado (bem leve mesmo!). Retrogosto metálico. Cerveja com boa drinkability e bem carbonatada. Sem adstringência e com textura aguada. Uma cerveja para você consumir num churrasco, por exemplo.

Salud!
Araújo Junior

Saint Bier Belgian Golden Ale - Degustação nº 25


Cerveja Nacional, da cidade de Forquinilha-Santa Catarina, pertencente a cervejaria Saint Beer. 

ABV(%): 5,5
Estilo: Belgian Golden Strong Ale
Embalagem: Garrafa de 600 ml

Esta cerveja possui uma coloração âmbar, límpida e sua espuma é de coloração branca e tem formação densa, de média duração. Seu aroma é frutado e seu sabor é maltado, com a presença de lúpulo, equilibrando o sabor adocicado, com o médio amargor da cerveja. Retrogosto levemente adocicado, adstringência inexistente e corpo leve. Cerva com boa drinkability. Boa cerveja!

Cheers!
Araújo Junior


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Produtores viram "ciganos" para realizar sonho de montar cervejaria




A equipe da Cervejas Sazonais, que aluga espaços em fábricas para produção de cervejas artesanais

Cervejeiros artesanais passaram a adotar um esquema "cigano" de produção. Alguns passaram a alugar espaço em fábricas grandes para fazer com que suas criações se destaquem no disputado mercado de bebidas.

Um exemplo de produto que foi adaptado das panelinhas caseiras para as panelonas industriais é a Cafuza, criação da cervejaria Serra de Três Pontas. A ideia para a produção surgiu quando Bruno Moreno de Brito, com lúpulo demais em casa, convidou o amigo Leonardo Satt (da cervejaria Prima Satt) para fazer uma cerveja.

Ao definirem o estilo a ser preparado, pensaram em uma Imperial India Pale Ale, mas Bruno lembrou de uma receita de Black IPA que havia esboçado há algum tempo. A ideia era fazer uma bebida escura, bastante encorpada e com alto teor alcoólico. A bebida teria também presença marcante dos lúpulos americanos, com características majoritariamente cítricas.

A cerveja chamou a atenção da crítica especializada, incluindo aí elogios de Greg Koch, fundador da Stone Brewing, uma das principais cervejarias artesanais dos Estados Unidos - e a dupla acabou recebendo um convite para fabricação em larga escala. 

O responsável pela adaptação da receita para produção industrial foi Victor Pereira Marinho, cervejeiro profissional, que convidou Bruno e Leonardo para transformar a paixão em negócio.

Fernando Satt/Divulgação
Produção caseira da cerveja Cafuza: o desafio é adaptar a receita para o esquema industrial

Modelo cigano
Para que o projeto pudesse ser viabilizado, eles convidaram Luciano Silva, sommelier de cervejas e também cervejeiro caseiro, para criarem a Cervejas Sazonais, composta marcas Serra de Três Pontas, Prima Satt e Noturna. O formato de negócio estava decidido: seria uma empresa cigana, que não tem sua própria fábrica, mas aluga o espaço ocioso de cervejarias já existentes, algo comum fora do país.

O sonho de ver a cerveja mudando de panela começava a se concretizar, mas ainda havia muito a ser feito. Ter uma cervejaria, ainda que itinerante, exige que seus responsáveis tenham diversas preocupações além da bebida, a começar pela questão burocrática de abertura de empresa e registros de marcas.

Em seguida, a etapa mais complicada é achar alguma fábrica que aceite alugar seu espaço de produção e depois adaptar uma receita de 20 litros para 2.000 litros, por exemplo. Nessa fase, eles encontraram apoio da Invicta, de Ribeirão Preto, que, segundo Rodrigo Silveira, mestre-cervejeiro do lugar, tem o hábito de ceder seus tanques para produções que não são suas.

"Desde a fundação da nossa cervejaria, optamos por reservar até 30% de nossa capacidade para as terceirizadas, mas é óbvio que para entrar aqui não interessa apenas o capital, é preciso também ter uma filosofia parecida com a nossa", explica.

Depois de feita a bebida, ainda é necessário garantir que as garrafas e barris cheguem bem aos pontos de venda – um transporte mal feito pode prejudicar a cerveja. Daí, é trabalhar e torcer para que haja uma boa aceitação do público. "Não adianta a sua mãe ou namorada achar que sua cerveja é a melhor do mundo ou seus amigos tomarem toda a sua produção. Ela precisa ser realmente boa e atraente para o mercado", diz André Leme Cancegliero, sócio da Cervejaria Urbana, uma das primeiras ciganas de São Paulo.

Divulgação
A Júpiter, em São Paulo, é uma das cervejarias que adotaram o esquema "cigano"

Um pouco antes da Urbana, uma outra cervejaria nômade paulistana já disponibilizava seus produtos aos cervejeiros desde julho do ano passado. A Júpiter surgiu da paixão de três irmãos pela bebida que resolveram transformar o hobby em negócio. "Nossa escola cervejeira favorita é a caseira, cheia de personalidade, muito criativa e obcecada por qualidade", diz David Michelsohn, que encabeça a empreitada.

A cervejaria apareceu no mercado com uma American Pale Ale que foi seguida de uma IPA e uma Witbier com tangerina. Sobre o atual momento cervejeiro na capital paulista, David conta que percebe uma mudança. "Tem uma coisa bem bacana acontecendo, parecido com o que já rolou em Curitiba, que são os cervejeiros caseiros aparecendo com suas criações". Ele aponta que isso é possível justamente por conta da produção terceirizada.

Comprovando as palavras de David, novas iniciativas têm surgido, como a própria Cervejas Sazonais, com marcas já bem conhecidas. A empresa funciona como uma cooperativa, onde um ajuda o outro a entrar no mercado. "Funcionamos como uma empresa só, mas, para o consumidor, procuramos deixar as marcas separadas, principalmente porque não queremos perder nossa origem caseira", explica Bruno.

Perdas e ganhos
A principal vantagem de se ter uma cervejaria cigana é que o investimento de capital para começar a empreitada é muito inferior ao de ter sua própria cervejaria (algo que não sai por menos de R$ 2 milhões), o que diminui os riscos do negócio.

Além disso, a burocracia também é contornada, pois é necessário apenas o registro da própria cerveja junto ao MAPA (Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento), providenciado pela própria fábrica contratada. E há ainda o ganho imaterial, como a constante troca de experiências entre cervejeiros diversos.

Por outro lado, o modelo cigano também traz consigo uma série de dificuldades, a começar pela batalha para se arrumar alguém que aceite ceder o seu espaço para a produção de terceiros. É difícil, por exemplo, que alguém tope produzir uma cerveja com longa maturação, que pode ocupar o fermentador e maturador por meses, diminuindo assim o giro de produção.

As parcerias também não costumam ser constantes, então é comum que uma cigana troque de parceiro de tempos em tempos, o que exige que as receitas – que já haviam passado pelo delicado processo de adaptação das panelas caseiras para as de uma fábrica - sejam readaptadas aos novos equipamentos.

A matéria-prima necessária é outro empecilho, pois fica mais escassa de acordo com a época do ano – principalmente na primavera e no verão -, o que costuma atingir a maioria das micro cervejarias. "Na temporada de pico falta garrafa de vidro, malte especial, lúpulos... a importação desses insumos é irregular, só chegam algumas vezes por ano. A solução é fazer um produto semelhante ao que se pensou inicialmente, experimentando e criando tudo outra vez", define Frederico Ming, arquiteto e cervejeiro da Capitu. "Cada lote é um lote, e isso, por outro lado, é o que há de mais bonito na cerveja artesanal", continua.

Novas ciganas surgindo
A história da Capitu surge em 2009, quando Fred estava passando um ano sabático na Alemanha. Limpando a neve de um vagão de trem adaptado para moradia, encontrou uma planta que não conhecia. Foi um cervejeiro caseiro alemão que contou que aquilo era lúpulo, um dos principais ingredientes da cerveja. Então, aprendeu todo o processo com o amigo e, ao voltar para o Brasil, convidou Marcelo Holl Cury, também arquiteto, para montar uma cervejaria caseira.

Nascia assim a Capitu – que leva os olhos da personagem de Machado de Assis em seus rótulos. "Temos o compromisso de produzir cervejas de verdade, com experimentação de novas receitas e processos", diz Fred.

A previsão é que a Capitu chegue ao mercado entre o final do inverno e o começo da primavera. Seus primeiros rótulos deverão ser uma oatmeal stout, que já foi produzida em uma leva de 500 litros pela Cervejaria Nacional, após a receita ser campeã do concurso estadual promovido pela ACervA Paulista (Associação de Cervejeiros Caseiros do Estado), e uma amber ale.

A tendência é que, com o aumento do número de cervejeiros caseiros e o crescimento do mercado como um todo, esse formato de negócio cresça nos próximos anos. Contudo, o mestre-cervejeiro da Invicta faz um alerta: "Acredito que, com o passar do tempo, algumas cervejarias ciganas terão suas próprias fábricas, mas há aquelas que deverão ficar pelo caminho, devido a toda complexidade do negócio e sua baixa rentabilidade".

Fonte: http://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/07/produtores-viram-ciganos-para-realizar-sonho-de-montar-cervejaria.htm

Cerveja Premium X Crescimento


Mercado premium de cerveja tem espaço, avalia AB Inbev
Segundo presidente da empresa, as cervejas premium são apenas 6% do consumo da bebida no país hoje.


Rio - O mercado premium de cerveja tem ainda um grande potencial de crescimento no Brasil, avalia o presidente global da AB Inbev, Carlos Brito. Segundo ele, as cervejas premium são apenas 6% do consumo da bebida no País hoje, contra 48,4% na Alemanha e 28,3% no Reino Unido.

m dos objetivos da Inbev, revelou, será trazer a marca mexicana de cerveja Corona para o mercado nacional. Números apresentados pelo executivo mostram que o Brasil será responsável por 8,9% do consumo de cerveja de 2011 a 2020, atrás apenas da China, com mais de 40%.


Para ler a matéria complete acesse: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mercado-premium-de-cerveja-tem-espaco-avalia-ab-inbev

quinta-feira, 10 de julho de 2014

McEwan's Export Ale - Degustação nº 24



Esta é a terceira cerveja mais vendida no Reino Unido e a segunda Premium Ale mais vendida na Escócia. Tem um teor acoólico de 4,5% ABV. Pertence a cervejaria Wells e Young.
De coloração âmbar clara, espuma branca, média e com boa duração.  Tem aroma levemente lupulado e com toque de torrefação. sabor com fraquíssima presença de malte e caramelo. O sabor é leve, assim como seu corpo. Retrogosto seco e fraca rescência. Adstringência tenra e textura escorregadia. Tem boa drinkabilidade.

Cheers!
Araújo Junior

Norteña - Degustação nº23


Cerveja uruguaia produzida pela cervejaria FNC SA, com 5% de TA e apresentada numa garrafa de 960 ml. Seu estilo é o Standard American Lager. 
Cerveja de coloração amarela, cristalina e com creme branco, pequeno e de baixa duração. Cerveja leve e refrescante, com discretíssimo aroma de lúpulo. Sabor leve e quase não se nota a presença de malte e lúpulo. Apresenta um leve amargor e sua textura tende para o aguado. Retrogosto fugaz, carbonatação média e bom dinkability. Uma cerveja regular, que pode ser consumida num churrasco por exemplo. Nada de especial.

Ein Prosit!
Araújo Junior




domingo, 6 de julho de 2014

Coruja Alba Weizen - Degustação nº 22


A cerveja Coruja Alba é produzida em Santa Catarina, pela cervejaria de mesmo nome. Cerveja turva, de cor amarelo escura tem uma peculiaridade que a deixa diferente das maioria das cervejas de trigo. Ela não tem sabor e aroma frutados. Nem por isso deixa de ser saborosa. Sua espuma é branca, com boa formação e média duração. É refrescante e fácil de beber. Tem aroma de cravo e leve amargor. Muito boa!
Teor alcoólico: 5,5%

Cheers!
Araújo Junior

Hofbräu Münchner Weisse - Degustação nº 21


Cerveja alemã, fabricada pela cervejaria de mesmo nome. Cerveja de trigo refrescante, coloração âmbar turva e com espuma branca, com boa formação e média duração. tem aroma e sabor frutado, com toques de banana, cravo, sendo um pouco cítrica. Achei bem refrescante e com boa drinkabilidade. Boa pedida!
Teor alcoólico: 5,1%

Cheers!
Araújo Junior

Erdinger Weissbier Dunkel - Degustação nº 20



É uma cerveja alemã pertencente a cervejaria de mesmo nome. Sua coloração é marrom escura e sua espuma é bege, com boa formação e média duração. É levemente picante e com sabor e aroma tostados (malte e talvez caramelo). Tem médio corpo, no entanto na minha opinião faltou trigo a esta cerveja. Contudo, não deixa de ser uma boa pedida.
Teor alcoólico de 5,3%

Cheers!
Arújo Junior 

Wells Wagle Dance - Degustação nº19


Cerveja inglesa fabricada pela Wells e Youngs. O nome da cerveja é derivado do movimento realizado pelas abelhas quando detectam a presença de néctar. Movimento conhecido como a Dança da Abelha.
A cerveja tem uma coloração dourada e espuma média com boa duração. No entanto o que mais me deixou intrigado e até decepcionado foi a pouca presença de mel tanto no aroma como no paladar. Decepcionante neste sentido. É levemente adocicada e com médio amargor. Esperava mais.
Teor alcoólico de 5%

Cheers!
Araújo Junior


Burgman Flanders Red - Degustação nº 18


A cervejaria Burgman fica na cidade de Sorocaba e utiliza em suas receitas, malte especial, lúpulo e levedura importados da Alemanha. Cerveja de alta fermentação, tradicionalmente inglesa do tipo Ale. A cerveja tem uma cor avermelhada como próprio nome sugere. Tem uma espuma de cor bege, cremosa e de pouca duração. A cerveja tem um aroma frutado e de baunilha. O sabor segue o aroma e tem um leve toque de caramelo, além do dulçor. Com leve amargor e corpo idem.
Teor alcoólico de 6,5%

Cheers!!!
Araújo Junior

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cervejaria Molson muda critério de cerveja ‘estupidamente gelada’ para se firmar na China

NOVA YORK - Nem todos os consumidores de cerveja exigem sua bebida estupidamente gelada. A cervejaria Molson Coors Brewing percebeu isso no ano passado na China e alterou os critérios de termocromismo das garrafas e latas ativadas de sua Coors Light, que mudam de cor no rótulo com a imagem das Montanhas Rochosas, conforme a temperatura. Quando gelada, a imagem se torna azul.
Garrfa da Coors Light: o rótulo se torna azul, quando a temperatura alcança quatro graus centígrados, exceto na China - ANDREW HARRER / BLOOMBERG NEWS

No entanto, consumir bebida gelada na China, em geral, não é muito apreciado. No país do chá, bebidas quentes são consideradas mais saudáveis para a digestão, uma noção que provém do tradicional hábito de ferver a água para torná-la mais segura para o consumo.

— Diante desse costume, reduzimos a temperatura de nossa tinta termocromática. Ela ainda se torna azul, mas não tão gelada — explicou Peter Swinburn, diretor executivo da Molson Coors.

Na China, as montanhas da imagem nas latas e garrafas se tornam azul entre cinco e sete graus centígrados, ao passo que, nos Estados Unidos, a cor só muda para este tom aos quatro graus.

Prestar atenção à diferença cultural é considerada estratégica pela Molson Coors, à medida que a empresa procura crescer nos mercados emergentes. O aumento de renda e uma crescente classe média estão ajudando a puxar as vendas em países como Índia e China, onde se prevê que o volume de cerveja consumida cresça, respectivamente, 7,9% e 3,6% em cinco anos, até 2018, segundo dados do Euromonitor International. Ao mesmo tempo, prevê-se queda de 0,7% nos Estados Unidos e Reino Unido.

HÁBITOS LOCAIS

A Molson Coors, que possui sedes em Denver e Montreal, começou a se expandir nos mercados emergentes nos últimos quatro anos. Além de suas marcas conhecidas, como a Coors Light e a Carling, a companhia oferece ainda um portfólio de cervejas locais, visando a agradar o paladar cultural de seus consumidores. Em abril, por exemplo, a Royal Brew — uma cerveja com sabor de uísque — foi lançada na Índia, apelando para a preferência nacional por bebidas mais fortes.

— Levamos em consideração os hábitos locais de consumo de bebida, mas a identidade da marca continua a mesma — disse Krishman Anand, presidente e diretor executivo da Molson Coors International, que destaca que, em contraste com a China, os consumidores de muitos países do Caribe bebem a Coors Light em temperaturas congelantes.



A companhia presta uma atenção especial à China, onde o desenvolvimento começou a cerca de uma década. As vendas no país têm tido um crescimento firme de 15% a 20% nos últimos oito anos, segundo Anand.

Por outro lado, os mercados centrais da Molson — Estados Unidos, Reino Unido e Canadá — estão em declínio, segundo Brian Yarbrough, analista da Edward Jones & Co. em St. Louis.

— Eles estão buscando mercados de crescimento mais rápido para empurrar a tendência de consumo para cima, e é por isso que estão buscando mercados internacionais — disse Yarbrough.

VOLUME INTERNACIONAL

À proporção que o volume internacional quase triplicou nos últimos quatro anos, a Molson Coors pôde reduzir investimento por hectolitro de cerveja, segundo Colin Wheeler, porta-voz da companhia. Ele acrescentou que a unidade internacional da empresa ainda está no “modo investimento” e se aproximando do lucro.

Até agora, a divisão internacional é uma parte bem pequena dos negócios da Molson Coors, disse Yarbrough. A companhia continua investindo internacionalmente, mesmo perdendo dinheiro, porque desse modo coloca a marca num mercado com rápido crescimento de oportunidades, ele acrescentou.

O lucro proveniente do setor internacional — excluindo Canadá e Reino Unido — cresceu mais de oito vezes, para US$ 999,5 milhões em três anos, até 2013, representando cerca de 17% do lucro total da empresa. A maior parte das vendas ocorreram no Canadá, com US$ 1,8 bilhões, ao passo que a participação dos Estados Unidos foi de US$ 105,2 milhões.

Em vez de adquirir grandes companhias locais, como seus concorrentes, a Molson Coors espalha suas marcas por meio de marketing e inovações, disse Anand.

— Nosso modo é a valha forma de levar nossa marca e trabalhar com ela país por país, bar por bar e consumidor por consumidor — disse ele.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/molson-muda-criterio-de-cerveja-estupidamente-gelada-para-se-firmar-na-china-13118868

Designer canadense cria um currículo em garrafas de cerveja



Material criativo rendeu várias propostas de emprego
POR O GLOBO

RIO - Muitas vezes, para conquistar a vaga de emprego desejada, nem sempre basta ser bom. Ser criativo pode fazer a diferença e ajudar o candidato a se destacar em meio a inúmeros currículos e, até mesmo, na entrevista com o empregador. Foi o caso do canadense Brennan Gleason. Segundo o site Hypeness, ele estava prestes a se formar em design na University of Fraser Valley, quando um dos seus professores pediu que os alunos criassem um material voltado para o marketing pessoal. Já ciente de que precisaria de algo novo para chamar a atenção no mercado de trabalho, Gleason mergulhou na elaboração de um currículo diferenciado, que unisse suas qualificações profissionais com um de seus maiores hobbies: a fabricação de cerveja.
Foi assim que nasceu o Résum-Ale, uma junção das palavras “resumé” (currículo em inglês) e Ale, que vem da cerveja Pale Ale. Ao todo, o trabalho durou sete semanas, nas quais o canadense produziu sua própria cerveja e elaborou a identidade visual do produto, que trazia informações de seu currículo e QR code para o acesso a seu portfólio on-line. O esforço de Gleason foi compensado: ele enviou o material para empresas no qual tinha interesse em trabalhar e quase todas responderam, com propostas de trabalho.

ICMS de cerveja artesanal cai de 25% para 13% no Rio de Janeiro

Por MARCIO BECK

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/doisdedosdecolarinho/posts/2014/07/03/icms-de-cerveja-artesanal-cai-de-25-para-13-no-rio-de-janeiro-541488.asp

Conforme antecipei com exclusividade em abril, o ICMS da cerveja artesanal para estabelecimentos que produzem até 3 milhões de litros por ano no Rio de Janeiro caiu de 25% para13%. O Decreto nº 44.865/2014, que regulamenta e complementa projeto de autoria dos deputados estaduais Bernardo Rossi (PMDB), André Corrêa (PSD) e Luiz Martins (PDT) foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro.


— Hoje, a indústria cervejeira é dominada por três grandes empresas. A prioridade delas, no entanto, é a produção em larga escala. Existe, porém, um mercado que precisa crescer e se consolidar que é o de cerveja artesanal, produto que o consumidor precisa ter acesso com preços mais baixos — afirmou Bernardo Rossi, por meio de sua assessoria. — A cerveja artesanal é um produto de degustação. A sua qualidade é preservada em produção de pequena escala e é uma bebida de público diferenciado. Incentivo fiscal vai fazer com que este tipo de negócio se fortaleça.

Apesar de caracterizar como artesanais as que produzem até o limite citado acima, o texto prevê em seu artigo 2º, porém, que "o benefício fica limitado ao total de saídas da microcervejaria no volume de 200.000 litros mensais, considerando-se a soma dos dois produtos mencionados" (cerveja e chope).

A lei considera como artesanal a cerveja ou chope que contenham no mínimo 90% de cereais malteados ou extrato de malte, conforme o registro da composição da bebida no Ministério da Agricultura.

— Trata-se de produto único, que tem um público específico voltado à gastronomia, além de fomentar a economia e promover a geração de empregos — defende Luiz Martins, lembrando que micros e pequenas empresas geraram 4,5 milhões de empregos formais desde 2000.

COMENTÁRIOS:

O primeiro ponto positivo é o simples fato de o projeto ter sido aprovado e sancionado. Talvez isso diminua um pouco o mimimi em torno da suposta "impossibilidade de se aprovar leis que beneficiem as cervejas artesanais por causa do oligopólio, bla bla bla". Rossi, aliás, errou ao dizer que são três cervejarias a dominar o mercado. São quatro.

O Rio de Janeiro, é bom lembrar, tem grandes fábricas de cerveja, é um dos polos consumidores do país. E, mesmo assim, houve deputados que propuseram a mudança, a Assembleia aprovou, e o governador, depois de se reunir com o pessoal do segmento, assinou.

O limite estabelecido é bem superior ao que está sendo discutido na esfera federal - e que se as micros não se movimentarem, pode ser aprovado. A 200 mil litros por mês, ficariam de fora, segundo fontes do mercado, apenas as grandes e a Sankt Gallen, de Teresópolis.

Outro ponto interessante da lei – ainda que potencialmente restritivo para alguns estilos, como weissbier e witbier – é a exigência de um percentual de cereal malteado, que era de 80% e passou para 90% no texto final. É uma tentativa um pouco torta de estabelecer alguma diferenciação em relação ao produto industrial que não simplesmente a escala.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Germânia 55 - Degustação nº 17


A cervejaria Germânia é do interior de São Paulo, da cidade de Vinhedo. A cerveja Germânia 55 vem num latão de 710 ml. A Germânia 55 é uma Standard American Lager  e segundo a empresa representa a tradição do chope em barril.
A cerveja tem uma coloração amarelo palha, uma espuma branca, com boa formação e de média duração. Presença de cereais não malteados, assim como as demais  cervejas comerciaisdas grandes indústrias.  Bem refrescante e com pouco amargor. Vale somente pelo custo benefício. Teor alcoólico de 4,5%

Cheers!
Araújo Junior

Hofbräu Dunkel - Degustação nº 16


Este foi o primeiro tipo de cerveja a ser fabricada pela cervejaria alemã Hofbräuhaus, quando foi fundada. Embora seja uma cerveja escura é bastante refrescante, pois trata-se de uma Dunkel. O aroma remete a caramelo e malte tostado. O sabor tem toque tostado, levemente adocicado e pouco amargor. Sua espuma é cremosa, de cor bege e com média duração.
Teor alcoólico de 5,5%.
Boa pedida!

Cheers!
Araújo Junior

Baden Baden Weiss - Degustação nº 015


Cerveja de trigo da Baden Baden com média turvação, leve, refrescante e com aroma frutado (toque de banana e cravo). Cerveja com corpo de leve a médio. Mais uma boa cerveja da Baden. Saborosa e com leve amargor. Boa drinkabilidade. Teor alcoólico de 5,2%.

Cheers!
Araújo Junior

Baden Baden Red Ale - Degustação nº 014


Achei a Baden Baden Red Ale bem forte! Também pudera, a mesma tem 9,2% de teor alcoólico. Uma boa opção para os dias mais frios. Sua cor é avermelhada como o nome sugere e tem um aroma frutado, gosto forte de frutas vermelhas e espuma densa e de média duração. Tem um intenso amargor. Vale a pena experimentar no inverno.
Tipo: Double Red

Cheers!
Araújo Junior

Baden Baden Golden Ale - Degustação nº 013


A Baden Baden é uma microcervejaria criada em 1999 na cidade de Campos de Jordão, que em 2007 foi comprada pela Schincariol, que por sua vez teve o controle acionário adquirido em 2011 pela Kirin Holdings Company, que no ano seguinte passou a ser chamada de Brasil Kirin.

Esta é uma das cervejas da empresa. É uma cerveja de cor dourada avermelhada, como sugere o Golden no nome e com aroma frutado e um sabor adocicado. Ao degustar percebi claramente os toques de canela e frutas cítricas. É uma cerveja bem refrescante, de espuma média e de curta duração. Não é uma cerveja encorpada. Teor alcoólico de 4,5%.

Foi uma das primeiras cervejas especiais que experimentei. 

Cheers!
Araújo Junior