Ninkasi, a Deusa da Cerveja

Ninkasi é a antiga deusa sumeriana da cerveja, que transformou uma mistura de água e cevada em um líquido dourado, conhecido hoje como cerveja.

Era uma deusa muito popular que fornecia cerveja aos deuses. Ela era considerada a própria personificação da cerveja.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Burgman IPA Hop - Degustação nº 201


“A cerveja artesanal Burgman IPA HOP é uma versão das American IndiaPale Ale com uma generosa carga de lúpulo Cascade, entre outras variedades, para um resultado final extremo em amargor cítrico, mas nada agressivo, tradicional das IPAs americanas. Uma cerveja intensa e muito agradável, excelente opção para quem é amante do lúpulo e das cervejas de pegada norte americana!” 

Cervejaria: Burgman
Origem: Sorocaba-SP (Brasil)
ABV(%): 6,0
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração dourada a alaranjada, com corpo turvo. Sua espuma cremosa de cor branca, apresentou ótima formação com boa persistência e excelente belgian lace no copo. 

No aroma intenso, o malte remete a caramelo. O lúpulo está presente de forma intensa e é bastante cítrico com presença de maracujá e frutas cítricas (laranja). Álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo, que conferem um dulçor a cerveja para contrapor com o amargor do lúpulo. Lúpulo cítrico, picante, com presença de lima, laranja e maracujá. A cerveja possui bom amargor, sendo bem assertivo.

O retrogosto é duradouro e amargo. Corpo leve a médio e rescência idem conferem bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. Muito boa IPA. Bem refrescante. Pede mais um copo.

Bebamos!
Luiz Araújo 

domingo, 26 de abril de 2015

MC Chouffe - Degustação nº 200


“A cerveja do duende em sua versão mais escura, adocicada e encorpada. Excelente para aperitivo, iniciando ou encerrando refeições e para acompanhar sobremesas de chocolate, frutas vermelhas ou nozes.” 

Cervejaria: Brouwerij Achouffe
Origem: Bélgica
ABV(%): 8
Estilo: Belgian Strong Dark Ale
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de coloração marrom escuro, com corpo turvo. Sua espuma de cor marrom claro apresentou média formação e longa duração, com uma excelente transição de renda no copo.

No nariz malte remetendo a caramelo, amêndoas e tostado de forma intensa. Aroma frutado, sendo percebida a presença frutas secas, ameixa, uva passa, açúcar mascavo e licorice. O lúpulo surge. Mesmo com os 8 % ABV, a percepção do álcool não incomoda. No sabor, caramelo, tostado, frutas secas, ameixa e presença de ésteres frutados. Sabor intenso.  

O aftertaste é duradouro indo o doce ao amargo. Cerveja com bom corpo, pouca carbonatação e leve adstringência. Como era de se esperar o drinkability é baixo para esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna para o estilo. Vale a pena degustá-la tantas outras vezes, pois é bastante aromática e saborosa!

Santeie peye!
Luiz Araújo

Anderson Valley Boont Amber Ale - Degustação nº 199


Anderson Valley Boont Amber Ale é feita pela Anderson Valley por 20 anos, sendo ela umas das mais respeitadas e adoradas cervejas artesanais Norte Americana. Boont Amber é uma cerveja balanceada. Esta cerveja foi nomeada pelo jornal norte americano San Francisco Bay Guardian como a melhor cerveja feita na California. 

Cervajaria: Anderson Valley
Origem: Estados Unidos da América
ABV(%): 5,0
Estilo: American Ambar Ale
Embalagem: Lata de 355 ml

É uma cerveja de coloração âmbar e turva. Sua espuma de cor bege apresentou formação pequena e de rápida dissolução, com boa transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma, o malte remete a caramelo, tostado e toffe, de forma intensa. O lúpulo está presente, perfumado e cítrico. Álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo, toffe. O lúpulo continua cítrico e apresenta caráter picante. Presença de ésteres frutados. Perfeito equilíbrio entre o dulçor do malte e amargor do lúpulo.

O aftertaste é duradouro e amargo. Corpo de leve a médio, média rescência conferem bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. Boa cerveja! Amargor na medida.

Cheers!
Araújo Junior

Blue Moon Belgian White - Degustação nº 198


Uma das cervejas de mais sucesso no Estados Unidos. Tudo começou com o mestre cervejeiro, Keith Villa, querendo criar uma cerveja inspirada nas belgas Wits saborosas. Ele fabricou sua interpretação utilizando casca de laranja Valência versus a tradicional torta de casca de laranja Curaçao. É uma cerveja americana, com as típicas características de uma cerveja belga do tipo Witbier.

Cervejaria: Blue Moon Brewing Co. (Molson Coors)
Origem: Estados Unidos da América
ABV(%): 5,4
Estilo: Witbier
Embalagem: Garrafa de 355 ml

Cerveja de coloração amarela, corpo turvo, com espuma rasa de cor branca, curta duração e uma justa transição de renda no copo.

No nariz aroma cítrico, intenso, aroma de laranja, lima, além da presença de semente de coentro e especiarias. O sabor é menos intenso que o aroma e acompanha o mesmo, porém com um dulçor pronunciado. Levemente picante. Presença de ésteres cítricos. Amargor praticamente inexistente. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz.

Retrogosto adocicado e duradouro. Corpo leve e média carbonatação conferem a esta cerveja ótima drinkabilidade. Cerveja bem refrescante e saborosa! Uma ótima pedida para os dias mais quentes.

Cheers!
Luiz Araújo

Tucher Kellerbier Naturtrüb - Degustação nº 197


É um estilo de cerveja alemã muito antigo, raro e único. Kellerbiers são lagers não filtradas e não pasteurizadas que datam pelo menos da Idade Média. A cerveja é maturada de forma exposta e o produto final é uma cerveja suave, naturalmente turva, rica em vitaminas provenientes da levedura.

Cervajaria: Brauerei Tucher Brau
Origem: Alemanha
ABV(%): 5,0
Estilo: Kellerbier
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração dourado alaranjado e pouco turva. Sua espuma de cor branca apresentou ótima formação, duradoura, com uma justa transição de renda no copo.

No nariz, o malte remete a cereais e grãos de forma média. Presença leve de lúpulo herbal. Álcool leve ao aproximar o  copo do nariz. Aroma frutado. O sabor acompanha o aroma e o lúpulo continua leve conferindo pouquíssimo amargor. Cerveja muito mais para maltada.

O aftertaste longo vai do adocicado a um leve amargor. Corpo leve a médio, rescência idem conferem um bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. 

Ein Prosit!
Luiz Araújo

Praga Premium Pils - Degustação nº 196


A cerveja especial Pilsen Checa Praga é 100% puro malte e natural (segue a Lei de Pureza). É uma cerveja rica em lúpulo de Saaz, é uma cerveja clara clássica. Harmoniza com Amendoim, batata frita, casquinha de siri, acarajé, hamburguer, queijo frescal, cheddar, salada de folhas, ceasar salad, salpicão, frango assado e frito, linguiça de frango, pizza, lombo de porco, feijoada, churrasco, comida indiana e chinesa, vatapá, camarão frito, caranguejo, truta, peixe frito.

Cervejaria: Budejovicky Mestansky Pivovar
Origem: República Theca
ABV(%): 4,47
Estilo: Bohemian Pilsener
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração dourada, com corpo claro e borbulhante. Sua espuma de cor branca apresentou média formação, com boa persistência e uma excelente transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma presença intensa de malte, pão, biscoito e cereais. Lúpulo herbáceo bem perfumado. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua evidente e acompanha o aroma. Lupulagem média. Cerveja bem equilibrada entre o dulçor do malte e amargor proporcionado pelo lúpulo Saaz. 

O retrogosto varia do doce ao amargo e longo. Corpo leve e carbonatação na medida conferem ótimo drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. Uma boa Pilsner!

Na zdravi!
Luiz Araújo

Vertigem India Pale Ale - Degustação nº 195


A Vertigem IPA harmoniza com carnes acompanhadas de molhos fortes, comidas apimentadas e queijos fortes. A receita desta cerveja foi feita em parceria com os cervejeiros caseiros Eduarda Dardeau e Ricardo Rosa juntamente com o mestre cervejeiro da Mistura Clássica Severino Batista. Para Gustavo Zuliani, sócio e Diretor de Marketing, “a Vertigem IPA vem para celebrar um grande momento da cervejaria.

Cervejaria: Mistura Clássica
Origem: Volta Redonda - RJ (Brasil)
ABV(%): 6,5
Estilo: India Pale Ale (IPA)
IBUs: 70
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração cobre, com corpo claro. Sua espuma de cor branca apresentou ótima formação com longa duração e uma excelente transição de renda no copo e ausência de partículas. 

No aroma intenso, o malte remete a caramelo. O lúpulo está presente de forma intensa e é bem perfumado e bastante cítrico. Presença de aroma de maracujá. Álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. Sabor intenso e frutado. Ésteres cítricos, maracujá e laranja. A cerveja possui o característico amargor que o estilo pede, sem ser agressiva.

O retrogosto é duradouro e amargo. Corpo de leve a médio e rescência idem conferem bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. Cerveja refrescante que pede mais um golo! Muito boa IPA.

Saúde!
Luiz Araújo 

sábado, 25 de abril de 2015

Amazon Stout Açaí - Degustação nº 194


"Cerveja do estilo Dry Stout fortificada com adição do famoso fruto da região amazônica, o açaí. Uma dose de energia em forma de cerveja!”

Cervejaria: Amazon Beer
País: Brasil
ABV(%): 7,2
Estilo: Dry Stout
Embalagem: Garrafa de 355 ml

É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor café apresentou formação média e duradoura, com uma boa transição de renda no copo. 

No aroma médio, o malte remete a tostado, café e chocolate amargo. Lúpulo bem leve. Presença de álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte tostado e café se sobressaem com maior intensidade. Ao degustá-la sente-se também um sabor azedo, além do amargor. 

O aftertaste é médio, amargo e seco. Com corpo médio e rescência baixa. A cerveja é boa e representa bem o estilo Dry Stout, no entanto senti falta do açaí. Sinceramente não encontrei nada que remetesse ao fruto. A percepção alcoólica é oportuna. 

Saúde!
Luiz Araújo 

Saint Bier realiza harmonização com cerveja Coruja Strix


O Pub Saint Bier, em Forquilhinha, realizou nessa quinta-feira, dia 23, a harmonização da cerveja Coruja Strix, produzida na Cervejaria. A noite de degustação e conhecimento foi ministrada pelo mestre cervejeiroEvandro Janovik e reuniu mais de 40 pessoas. 

Durante a harmonização, as opções gastronômicas foram combinadas com o chope Coruja Extra Viva que, pasteurizado, dá origem a cerveja Coruja Strix. “Trata-se de uma bebida encorpada, que leva malte base e mais dois maltes especiais, além de uma lupulagem que gera um perfeito equilíbrio”, explica o mestre cervejeiro. Segundo ele, por ser mais encorpada, a bebida combina perfeitamente com opções gastronômicas mais robustas e com o clima mais ameno. “É uma cerveja de personalidade e uma excelente pedida para os dias de outono”, salienta Janovik. 

Nas opções gastronômicas servidas durante a harmonização, destaque para a Rúcula com Copa, Parmesão, Croutons e Tomate Seco, a Pasta Al Funghi e Filé Mignon, e a Salada de Frutas com calda de redução de Cerveja Strix, todos preparados pelo chef Aloísio Heerdt. 

Esta é a segunda harmonização realizada neste ano no Pub Saint Bier. O evento acontece todos os meses, sempre numa quinta-feira, e tem por intuito divulgar a cultura cervejeira.

Colaboração: Vanessa Nórdio/ Enfatizze Comunicação

Produzidas em Ribeirão, cervejas com café e flores ganham fama mundial

Guia internacional de estilos de cervejas tem 120 tipos catalogados.
Água, malte, lúpulo e levedura são os quatro ingredientes básicos.


A cor da cerveja está diretamente ligada à cor de torra do malte utilizado (Foto: Érico Andrade/G1)

Quando a Cia. Cervejaria Paulista entrou em atividade em Ribeirão Preto (SP) no início do século XX, foram lançadas as marcas Crystalina, Sterlina, Niger, Khromo, Carabbor e Zurê. Mais tarde vieram Poker, Niger, Trust, Zebu, que, consequentemente, tornaram-se mais conhecidas no interior de São Paulo e no restante do país.

Já a Cia. Cervejaria Antárctica foi uma das primeiras de muitas filiais inauguradas pela empresa no Brasil. Com o tempo, a cerveja clara passou a ser produzida ao lado de outras bebidas, como a Soda Limonada e a Água Tônica, por exemplo.

O ex-auxiliar de eletricista da companhia, Luiz Escolano Garritano, de 83 anos, conta que, na década de 1950, a fama da cerveja era tão grande, que era comum entre os funcionários surrupiar algumas garrafas. “A gente era malandro, bebia cerveja, saía com garrafa escondida na roupa”, assume. A tática para driblar os vigias era esconder as garrafas dentro do casaco que os trabalhadores vestiam nas áreas refrigeradas, onde a temperatura ficava abaixo de zero. A malandragem rendeu a ele três advertências, sem contar a antipatia dos seguranças. “Eu era bem quisto pelo pessoal, não era bem quisto pelos guardas”, brinca.

Segundo especialistas, é possível explorar a produção de mais de 120 estilos de cerveja. A bebida, que está entre as mais antigas da história, é todo fermentado de cereal, que pode ser cevada, trigo, milho, entre outros, e é produzida a partir de quatro ingredientes - água, malte, lúpulo e levedura, segundo explica o empresário da Guilda GIV, Gustavo Danhone.

Gustavo Danhone, da Guida GIV, explica sobre tipos de cerveja (Foto: Taiga Cazarine/G1)

Ela também pode ganhar ingredientes inusitados, como flores, mel, café. Alguns desses elementos, tornaram várias cervejas artesanais ribeirão-pretanas conhecidas no mundo todo. É o caso da Demoiselle, da Cervejaria Colorado, que ganhou notoriedade em 2008 ao conquistar a medalha de ouro no European Beer Star, na Alemanha.

Tipos e estilos

A levedura usada na produção é o que determina a qual família a bebida pertence, ou seja, se for uma levedura que se comporta melhor em altas temperaturas, tem-se uma Ale - lê-se ‘eiou’ -, que é o caso das cervejas de trigo. Caso contrário, resultará em uma Lager - lê-se láguer; a pilsen faz parte desta família. “Tem gente que adora dizer que quem faz a cerveja é a levedura e que o cervejeiro só prepara o mosto [líquido doce, resultante do processo de mostura - início ao fim da produção -, que receberá a levedura]”, explica Walter Soares, outro proprietário da Guilda GIV.

Algumas literaturas separam mais um tipo de família de cerveja, denominada Lambic. Bebidas que recebem esta nomenclatura são produzidas por meio de fermentação espontânea com um outro tipo de levedura - e resulta em um produto com característica ácida. No entanto, elas só podem ser assim chamadas se forem produzidas em determinada região da Bélgica. “Tecnicamente, a cerveja Lambic pertence à família Ale, assim como toda Ale de fermentação espontânea sempre foi Ale. Lambic é apenas uma Denominação de Origem Controlada (D.O.C.), assim como ocorre com os vinhos Lambrusco ou Champagne, que somente quem está naquela área é liberado para usar o nome”, afirma Soares.

A denominação gera discussões saudáveis e a mestre cervejeira e sommelier de cervejas, Cilene Saorin, explica que a confusão existe, pois, se for analisado do ponto de vista do comportamento fisiológico, há apenas dois comportamentos de leveduras. Por isso, literaturas mais recentes dizem que existem apenas as famílias Ale e Lager. Mas na história, a Lambic é a ‘mãe’ das cervejas. “As divisões são opiniões e interpretações de autores. Mas, na essência, a cerveja não se divide apenas por duas. Eu divido em três porque a cerveja nasceu das Lambics e depois, por repetição de processos, veio a Ale e, por mutação, as Lagers. Suprimir as Lambics sob o critério técnico das leveduras é ofuscar a origem de todas as cervejas”, esclarece.

Infográfico cerveja Ribeirão Preto (Foto: Arte/EPTV)

Dentre os ingredientes, o malte é o produto resultante do processo da malteação - ato de germinar, secar e torrar - de um grão, que pode ser de cevada, de trigo, de aveia. A cor da cerveja está diretamente ligada à cor de torra do malte utilizado, que também influencia no dulçor (característica doce). A flor do lúpulo oferece amargor e aroma para a bebida, além disso, possui propriedades conservativas. A planta, que também auxilia no processo fermentativo, possui vários tipos e suas características mudam também de acordo com seu terroir, assim como ocorre com as plantações de uvas.

O que poucos sabem é que a água, que chega a ser 97% da bebida, também possui vários tipos, ou seja, de acordo com a região, ela tem determinada quantidade de sais, o que interfere no resultado final da produção, aponta Danhone. “A cerveja em si é tão complexa que existem uns 40 tipos de água. Existe a água da Inglaterra, de Viena, do Brasil, de Pilsen, etc. É possível replicar qual você quiser, é um processo natural e em casa você também faz isso. É normal acrescentar alguns sais para melhorar a capacidade fermentativa da levedura. Tudo é feito de acordo com o que você quer no resultado lá na frente”, explica.

Segundo o Beer Judge Certification Program (BJCP), o guia internacional de estilos de cervejas, há 120 tipos da bebida catalogados. Os outros tipos estão dentro do que se caracteriza como specialty. “Se você quer produzir uma boa cerveja, o céu é o limite. Portanto, é praticamente impossível dizer quantos estilos de cervejas existem. No guia do Brewers Association, são 300 estilos catalogados. Mas os parâmetros utilizados internacionalmente se baseiam no que o BJCP descreve, principalmente para análises de concursos. Então, quando se produz uma receita fora deste catálogo, ela naturalmente se enquadra na specialty, se este estilo torna-se comum, é padronizado. Este ano incluirão a India Black Ale, que não estava lá”, conta Soares.

Na mesma receita de cerveja pode haver mais de um tipo de malte, assim como mais de um lúpulo, tudo depende do estilo/tipo/receita que é produzida, explica Danhone. Mas, para ser chamada tecnicamente de cerveja, a bebida precisa ao menos dos quatro ingredientes básicos.

A partir destes elementos é possível adicionar qualquer outro produto - os chamados adjuntos -, desde que seja comestível. Como o mel, presente em algumas cervejas especiais brasileiras, e a lactose - açúcar do leite -, no caso da Milk Stout nos Estados Unidos. “Em todo o mundo a cerveja pode conter produtos adicionais. Na Bélgica, todas as cervejas possuem adjuntos como açúcar, fruta, chips de madeira, flores, especiarias, leveduras selvagens, inclusive milho. Exceto na Alemanha, onde existe a Lei de Pureza. Elaborada em 1516, é rigidamente seguida até hoje por questões culturais e a bebida não pode ter nenhum produto além destes quatro”, acrescenta Soares.

Na história a cerveja sempre foi tratada como alimento e não apenas como bebida. Ela solucionava o problema da sede em épocas em que a água era contaminada e nutria, ajudando na alimentação. Algumas teorias mostram que alguns estilos surgiram para atender os trabalhadores de determinadas regiões. Por exemplo, o estilo Stout surgiu de uma necessidade dos portuários da Inglaterra que queriam uma cerveja do estilo Porter, mais forte.

Outro estilo que surgiu de uma necessidade é o India Pale Ale. A história mais comum é de que a cerveja ganhou uma quantidade generosa de lúpulo no século XVIII para aguentar viagens Da Inglaterra até as Índias. O sommelier de cervejas e autor do blog Beercast, Lucas F. Zurwellen, produziu um dossiê para mostrar fatos que desmistificam histórias. O mais importante é ressaltar que as cervejas são feitas de narrativas e lendas, e é isso que atrai seus apreciadores.

As cervejarias de Ribeirão, que hoje somam cinco - quatro em funcionamento e uma para ser inaugurada - se destacam em escala global por suas receitas inusitadas. As cervejas incluem ingredientes como mandioca, rapadura, café, flores afrodisíacas, entre outros. O dono da cervejaria Colorado, Marcelo Carneiro, deu início à prática e conta que a ideia de usar insumos típicos brasileiros na cerveja foi inspirada pelas grandes escolas cervejeiras. “Os belgas utilizavam açúcar para elevar o teor alcoólico de suas cervejas, porque era o que tinha nas colônias deles. Já os ingleses possuíam um bom malte e fizeram suas cervejas mais maltadas. Por isso, comecei a olhar em volta. Aqui há cana-de-açúcar até onde o olhar alcança. Laranja tudo em volta. Pensei no mel de laranjeira, o café aqui perto. Então passei a utilizar ingredientes do país em cada cerveja e tentar iniciar uma coisa nova que é a escola brasileira de fazer cerveja”, conta.

Da atração pela combinação de sabores nasceram a Cauim, que leva mandioca na composição, a Demoiselle, conhecida pelo uso do café, e a Appia, com mel de laranjeira. Todas premiadas em eventos reconhecidos como o European Beer Star, na Alemanha, o Festival Brasileiro da Cerveja, no Brasil, e o South Beer Cup, na Argentina.

A cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto, inova na mistura de adjuntos (Foto: Érico Andrade/G1)

O mestre cervejeiro da Brooklyn Brewery, em Nova Iorque, Garrett Oliver, elogia o país pela diversidade e diz que a atitude de usar ingredientes como frutas na produção da cerveja é pioneira. Oliver ressalta que agora espera ver outros sabores regionais na bebida como, por exemplo, da cultura baiana. “Quando olho para a cultura da cerveja brasileira vejo ‘orgulho brasileiro’ e vejo muita criatividade. Esperemos que em breve, as pessoas possam saborear uma cerveja nos Estados Unidos e dizer ‘hmmm ... este é o sabor brasileiro’. Não estou qualificado para dar conselhos, mas quero ver ainda mais a gastronomia brasileira ser expressa nas cervejas.”

Quando o assunto é criatividade, o dono da Invicta, Rodrigo Silveira, não deixa a desejar. “Nossa cervejaria é identificada pela criatividade e ousadia. Ousadia de fazer cervejas nunca antes testadas aqui, e criatividade por conseguirmos nos diferenciar no mercado, em muitas das vezes, usando apenas os ingredientes básicos.”

Exemplo de produção bem-sucedida é a Invicta Imperial Stout, que possui aromas de café e chocolate. A cerveja ganhou dois bronzes em 2014 - um no Global Craft Beer Award, em Berlim, na Alemanha, e outro na Copa Cervezas de América, no Chile.

Outra que também aguça o paladar dos cervejeiros e é uma das mais recentes criações da Invicta é a Damiana. A flor, nativa da América Central, é conhecida pelas propriedades afrodisíacas. Na combinação, a India Pale Ale apresenta notas que lembram ervas e chás.

Cervejas artesanais x industriais

No Brasil, até os anos 1990, as cervejas tradicionais possuíam sabores diferenciados entre si e, por conta disso, existiam os bebedores de uma marca, e não simplesmente o bebedor de cerveja. De acordo com Soares, hoje essa postura já não é tão forte. Por um acordo de cavalheiros e questões de custo-benefício para as empresas, todas produzem o mesmo produto. “As cervejas mainstream [feita em grande escala] do Brasil, hoje, são todas iguais. Então você sempre bebe a mesma coisa muito gelada, para beber em quantidade, sem descobrir novos sabores e aromas”, conta.

No entanto, os especialistas afirmam que, sejam produzidas em micros ou em macrocervejarias, ambas possuem qualidades, mas de forma diferente. Em uma grande cervejaria obrigatoriamente precisa haver padronização de processo e de insumo para obter controle de custo mais assertivo que em uma microcervejaria. Sendo assim, não há como produzir em ambas, objetivando os mesmos quesitos de qualidade. “Se qualidade é processo de produção, não há nenhuma fábrica pequena que atinja este tipo de qualificação com produção padronizada e controle de contaminantes, como a de um grupo AmBev, Petrópolis, Brasil Kirin. No entanto, se o quesito é qualidade sensorial é o oposto, nenhuma macrocervejaria produz um produto em massa com aromas e sabores como igual”, explica Soares.

Walter Soares, da Guilda GIV, tira cerveja direto do tanque e avalia o líquido (Foto: Taiga Cazarine/G1)

Para a gerente industrial e mestre cervejeira Bianca Paraluppi Franzini, que já trabalhou em uma mainstream e também passou pela Colorado, as grandes são as maiores empresas de qualidade, não apenas por tecnologia, mas por padronização e por tolerância zero ao erro. “Realmente, você toma a mesma cerveja o ano todo, independente da fábrica. O que acontece é que algumas pessoas desgostam da cerveja que é produzida, mas a receita é aquela. Ela possui o aroma e sabor esperado e é de muita qualidade”, afirma.

Outra questão apontada por ela é o fato de o brasileiro entender errado quando se fala de milho - cereal não-maltado -, pois no exterior há muita cerveja boa feita com o ingrediente ou com arroz ou sorgo. Ela ressalta, inclusive, ser a favor da utilização de adjunto e contra o excesso dele. “A adição de adjunto personaliza a bebida, oferece caráter e diferentes sensações. Aveia, açúcar, rapadura, mandioca, tudo isso é adjunto. Sou a favor, apenas contra o excesso. O excedente age causando perda de características sensoriais, que levam a uma cerveja típica. Então, entendo as críticas. Mas não concordo quando dizem que se tem cereal não-maltado é ruim, assim como nem toda cerveja só com malte é boa”, explica.

Atualmente, as grandes indústrias produzem uma receita de cerveja no limite da legislação, ou seja, possui densidade mínima de 10,5 graus plato (percentual de sacarose por peso) e o máximo de adjunto possível: 45% de açúcar de milho e 55% de malte de cevada. E o lúpulo fica entre oito e dez International Biterness Unit, mais conhecido como IBU, que é a escala de amargor da bebida. “Para ter um comparativo, a Skol tem 8 IBU e a Heineken tem 15 IBU. A Pilsener Urquel [a pilsen original] tem por volta de 30 a 32”, afirma Soares.

Lúpulo e malte, dois dos principais ingredientes da cerveja (Foto: Taiga Cazarine/G1)

Os profissionais contam que as cervejarias belgas usam o milho em suas cervejas e explicam que, ao contrário do que a maioria pensa, o ingrediente não é vilão para a bebida. E que, na verdade o grão de milho não é utilizado, mas sim o açúcar do milho - high maltose. Existem adjuntos que são bons para a cerveja. “Muita gente diz: ‘eu não gosto de cerveja mainstream, não gosto de milho na cerveja’. Estão criando uma cultura errônea. Se ‘milho’ na cerveja não fosse bom, a Bélgica não poderia produzir cerveja. Temos que quebrar o paradigma de que adjunto não é bom. Não é a presença do milho que faz a cerveja boa ou ruim, é a padronização. O real vilão é você fazer um produto e fazer com que ele fique pronto antes do tempo”, afirma Danhone.

Para Oliver, nas grandes fábricas as ideias são geradas pelo departamento de marketing e em uma cervejaria artesanal é o próprio mestre cervejeiro e sua equipe que possuem uma visão do tipo de cerveja que eles querem fazer. No entanto, capacidade técnica e conhecimento são importantes para ambas. “Não há nenhum ponto em ser criativo, se você não tem habilidades técnicas. Cerveja artesanal, para mim, é a cerveja fabricada por sabores ousados e com uma visão individualista, esta última parte é muito importante. O que separa uma artesanal não é o tamanho. A cervejaria Sierra Nevada, por exemplo, é muito maior do que a Brooklyn Brewery e eles ainda são uma cervejaria artesanal. E é possível que eles sejam mais "artesanais" do que alguém com um sistema de apenas 200 litros [quantidade média de uma microcervejaria]. É uma questão de visão, paixão e criatividade, e o cliente merece uma excelente cerveja o tempo todo. O conselho que posso dar para os fabricantes é que eles mantenham suas habilidades técnicas atualizadas. Quanto mais você cria boas cervejas, mais liberdade você tem para ser criativo”, afirma.

Danhone e Soares ainda dão uma dica importante a quem aprecia a bebida. “Cerveja é cerveja, não importa qual está disponível para você tomar. Se a proposta é consumir gelada, aproveite com seu amigo. Não seja um ‘cervochato’. E para aqueles que não tomam, já dizia o beer hunter [caçador de cerveja] Michael Jackson: não existe pessoa que não goste de cerveja, é a pessoa que não encontrou a cerveja que ela gosta. Portanto, com responsabilidade, pedimos: mais cerveja e menos preconceito!”, finalizam.

Como se faz cerveja

A produção de cerveja consiste basicamente de quatro etapas - mostura e fervura, no processo quente, e duas etapas frias, a fermentação e a maturação.

Primeiro é preciso que o malte passe pelo processo de malteação. Segundo Soares, o malte será triturado e moído de forma específica para que apenas exponha o endosperma do grão, onde estão o amido e as proteínas. Na sequência, é preciso cozinhá-lo. “Assim ele poderá ser cozido num processo térmico em temperaturas e tempos específicos, para que a água tenha chance de cozinhar o malte até certo ponto que gera reações naquele material, como liberação de enzimas, que são microproteínas que vão quebrar o amido em açúcar, e outras reações que o cervejeiro quer que cheguem até o final do processo para a fermentação.”

Após a primeira etapa, começa o processo de clarificação, onde o bagaço é filtrado para deixar o mosto o mais límpido possível - mosto é o nome que se dá ao líquido antes de se tornar cerveja. O que restou, é levado para a fervura para que os micro-organismos sejam exterminados e o mosto sofrerá uma mudança de cor.

É neste momento que o lúpulo é adicionado, e é preciso que ele ferva por ao menos 60 minutos para liberar todo potencial de amargor. “Quanto mais o lúpulo ferve, menos aroma dá. Por isso, geralmente coloca-se uma quantidade aos 60 minutos e depois do processo de fervura, faltando cinco minutos para desligar o forno, coloca-se mais para deixar o aroma dele mais presente na cerveja. E qualquer outro elemento entrará nesta parte da fervura, como frutas, mel. Tudo que você quer que gere, principalmente, álcool será utilizado até o momento da fervura”, explica Soares. “Mais açúcar não resulta necessariamente em mais álcool, depende da atenuação que você quer e o perfil do açúcar usado. Quando a gente fala ‘açúcar’ todo mundo pensa no açucareiro, amido é açúcar. Depende da quebra e de um monte de coisa, você pode até parar antes para deixar a cerveja doce”, acrescenta Bianca Paraluppi Franzini.

Láercio Shyia adiciona o lúpulo durante o processo de fabricação da cerveja (Foto: Taiga Cazarine/G1)

Feito isto, o fermento deve ser adicionado. Para isso, o mosto deve estar na temperatura ideal da levedura que irá receber. Se for Lager, deve estar entre 12 e 9 graus; se for Ale, entre 18 e 24 graus. O fermento encontrará os açúcares gerados durante todo o processo de brassagem – produção –, vai consumir todo o açúcar e gerar álcool e gás carbônico. “No primeiro momento da fermentação você libera o CO2, porque vêm alguns aromas desagradáveis juntos, e fica só com o álcool. Terminada a fermentação, você faz um acompanhamento diário. Eu percebo que o fermento parou de trabalhar quando não tem mais alteração de densidade”, diz Soares.

O período de fermentação pode durar de quatro a doze dias. Ao fim, o fermento decanta e deve ser retirado. A cerveja entra no processo de maturação e deve ficar em uma temperatura, geralmente, de 2 a 4 graus, durante sete ou quarenta dias, conforme a receita demanda. “A maturação serve para decantar o que tiver ainda de algum resíduo sólido dentro da cerveja e arredondar alguns sabores. Se você quiser mais aroma de lúpulo, pode adicionar um lúpulo a seco ou um chá de lúpulo dentro do tanque, para gerar aroma. Esta técnica se chama dry-hopping. Se quero aroma e sabor de frutas, posso colocar nessa hora no tanque uma fruta, um extrato, um xarope”, conta Soares.

Ao final da maturação é necessário gerar novamente o gás carbônico, para dar carbonatação à cerveja. No processo caseiro, é preciso fazer uma calda de açúcar com a concentração correta e adicionar ao mosto para engarrafá-lo. Como é impossível retirar toda a levedura, esse pouco que fica suspenso no líquido final, “desperta” com o açúcar e gera gás carbônico. “O cervejeiro caseiro faz exatamente o mesmo processo até o momento da carbonatação. No processo industrial, geralmente, o tanque é pressurizado com um cilindro de CO2 por um determinado número de dias, até que o CO2 se dilua no líquido e então passa para o envasamento”, explica Soares.

Fonte: G1

La Biere est ICI

Encontro acontece dia 28 de abril, terça-feira, no Ici Brasserie, localizado no Shopping JK.



O evento intitulado La Biere est ICI é um convite para conhecer não apenas os principais estilos de cerveja artesanal, mas as regiões nas quais eles se originaram, já que estes são fruto de um conjunto de fatores históricos, geográficos e culturais. O projeto, promovido mensalmente com um assunto diferente, é comandado pela beer sommelier Carolina Oda— que, aliás, desbravou a arte da culinária japonesa, junto do chef Edson Yamashita, na última edição da Revista da Cerveja.

Durante o evento, Carolina ainda apresenta um bate papo descontraído, em que os participantes fazem uma viagem ao mundo da cerveja: conhecem sua história, ingredientes e curiosidades sobre a bebida. Tudo acompanhado de uma harmonização de rótulos especiais com pratos selecionados pelo chef Benny Novak e Marcelo Tanus, que comanda a cozinha da casa.


La Biere est ICI foi criado no ano passado e, desde então, tem à sua frente Carolina. Além da edição mensal, ainda é possível reunir os amigos para degustações particulares — também sob o comando da sommelier.

O Ici Brasserie é resultado da parceria entre Benny Novak e o economista Renato Ades com os sócios do bar paulista Astor. É um espaço que une a cozinha francesa com o universo boêmio das artesanais. Fica localizado no Shopping JK Iguatemi, Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, 3º piso.

O evento tem início às 19h e custa R$147 por pessoa. As vagas são limitadas. Para garantir seu lugar, clique aqui. Mais informações, através do telefone (11) 3078-1313 ou pelo site do Ici Brasserie.

Fonte: Revista da Cerveja

Curitiba Pale Ale chega ao mercado brasileiro

Colaborativa da Bodebrown com a Adnams teve a primeira edição vendida na Inglaterra


A bebida está disponível, engarrafada na versão 330 ml, na rede distribuidora da Bodebrown e na loja da fábrica, em Curitiba (Foto: Divulgação)


Lançada para o período da Copa do Mundo, em 2014, a Curitiba Pale Ale chega agora ao mercado brasileiro. Fruto de uma produção colaborativa entre a cervejaria curitibana Bodebrown e a inglesa Adnams, a bebida leva pimenta rosa na receita e lúpulos norte-americanos e ingleses. Já está disponível, engarrafada na versão 330 ml, na rede distribuidora da Bodebrown e na loja da fábrica, em Curitiba (www.bodebrown.com.br).

“Pale Ale é um clássico da cervejaria inglesa”, explica Samuel Cavalcanti, mestre-cervejeiro da Bodebrown sobre a escolha da bebida. “Uma essência mais quente da América Latina”, comenta. Seguindo os métodos tradicionais da Inglaterra, a cerveja não é filtrada nem pasteurizada, sofrendo uma segunda fermentação depois de levada ao barril e conta apenas com gás carbônico natural, alcançando 5% de teor alcoólico.

A primeira edição da Curitiba Pale Ale foi produzida na cidade Southwold e vendida em mais de 900 pubs ingleses, pertencentes ao grupo JD Wetherspoon.

Fonte: Revista Beer Art

Beerama: o fliperama que serve cerveja

Os equipamentos da Beerama servem um copo de cerveja cada vez que um jogo é finalizado. Foto: Divulgação.

Pedir uma cerveja para o garçom e ficar sentado esperando ou jogar uma partida de videogame e receber um copo cheio como recompensa? A Beerama foi fundada para cumprir o que ela considera a melhor dessas opções, que reúne a diversão do fliperama com a da cerveja.

Os equipamentos da Beerama servem um copo de cerveja ou chopp cada vez que um jogo é finalizado. Atualmente, a máquina conta com o game Beerpong 2.0, produzido pela empresa, mas vai receber mais opções ao longo do ano.

A empresa trabalha com locação e venda das máquinas, de acordo com a preferência do cliente e da logística envolvida.

“Já vendemos duas máquinas para o interior do Rio Grande do Sul, mas para os bares de São Paulo, por exemplo, não fazemos esse tipo de negócio ainda pois não teríamos como oferecer manutenção, então recomendamos o aluguel”, explica Francisco Zancan, um dos sócios da empresa.

Neste modelo, a Beerama fornece o equipamento com o jogo. A cerveja fica por conta do estabelecimento, que pode escolher o que vai servir e quanto irá cobrar pela ficha - a sugestão da empresa é R$ 8. O pagamento para a Beerama é de 10% do lucro estimado da máquina.

Além disso, de acordo com o evento ou estabelecimento, o equipamento pode ser personalizado tanto na parte externa - com adesivagem - tanto internamente, com jogos produzidos por outras empresas ou com inserção de logos parceiros nos games desenvolvidos pela Beerama.

Recentemente, em Porto Alegre, a Beerama fez parte do Biers & Burgers, um festival de zitogastronomia (para os não gourmets: a harmonização de pratos com cervejas especiais). No evento, que ofereceu cervejas da marca Tupiniquim, o fliperama foi customizado para a marca.

A máquina é montada para que todas as fichas jogadas resultem em um copo de cerveja. Na disputa entre dois jogadores, eles decidem se o vencedor leva a bebida ou se ela será dividida e a jogatina foi só por diversão.

“Durante a concepção do projeto, pensamos em fazer um jogo que só premiasse quem chegasse a um determinado resultado, mas achamos que ele poderia gerar uma frustração muito grande ou, ainda, ser classificado como jogo de azar, como as máquinas caça-níqueis, então resolvemos que a ideia seria tornar a espera pela cerveja mais divertida”, conta Zancan.

Com base nos prazos de fornecedores de peças e empresas terceirizadas que colaboram com a montagem da máquina, Zancan estima que seja possível produzir cerca de 4 equipamentos por mês ao longo de 2015.

Apesar da ideia inicial do equipamento ter surgido há dois anos, quando Zancan viu uma máquina dar cerveja em uma campanha promocional nos Estados Unidos, ele deixou a ideia em stand-by e voltou a pensar na máquina no início desse ano, quando encontrou parceiros para colocar o plano em prática.

O equipamento foi lançado no dia 17 de março, o Saint Patrick’s Day, em um bar de Porto Alegre.

“Depois que resolvemos criar a Beerama, trabalhamos cerca de 45 dias na montagem do equipamento e no desenvolvimento do conceito da empresa”, conta Zancan.

Zancan é arquiteto e urbanista formado na UFRGS e pós-graduado em marketing e comunicação pela ESPM. Ele tem uma empresa incubada na ESPM-Sul, que atua com consultoria para marcas do varejo na área de expansão e trade marketing. 

Os outros sócios da Beerama são Diego Pires de Moura, graduando de arquitetura na UFRGS que foi sócio-fundador de um escritório da área de arquitetura e efêmera; e Waldo Luiz Costa Neto, arquiteto formado na UFRGS e mestrando em Interfaces Humano-Computador aplicadas ao ensino de Projeto de Arquitetura, também na UFRGS.

Fonte: Baguete

Uma defesa da Lei da Pureza Alemã

Alexandre Bazzo está à frente da Bamberg, uma das mais premiadas seguidoras da Lei da Pureza no Brasil (Foto: Divulgação)

Alexandre Bazzo, da Bamberg, contesta que a Reinheitsgebot limite a criatividade

Por ocasião do aniversário da Lei da Pureza Alemã, um de seus mais premiados seguidores no Brasil faz uma defesa dos princípios por ela estabelecidos para a produção de cerveja. Alexandre Bazzo, mestre-cervejeiro e cofundador da Bamberg, de Votorantim (SP), contesta a ideia de que a Reinheitsgebot (o nome original da lei, em alemão) seja limitadora da criatividade.

Decretada em 23 de abril de 1516, pelo duque da Baviera, Guilherme IV, a Lei de Pureza Alemã mudou a história de uma das bebidas mais populares do mundo. Proibiu o uso de qualquer outro ingrediente que não fosse malte, água ou lúpulo na fabricação da cerveja. O quarto elemento, a fermentação, era entendida como um processo metafísico − a presença e a atuação da levedura ainda não eram conhecidas, sendo descobertas apenas no século 19.

Essa diretriz ainda é seguida por muitos fabricantes cervejeiras do mundo todo e, no Brasil, segue essa regra na produção de todos os seus premiados rótulos a cervejaria que desde o nome presta homenagem à escola cervejeira alemã e comemora 10 anos em 2015. Porém, é cada vez mais comum em outras escolas cervejeiras a adição de diversos componentes diretamente na bebida para deixá-la mais complexa. Bazzo observa que essa complexidade é conseguida nas cervejas do estilo alemão apenas com a utilização de quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.

Para Bazzo, a utilização desses quatro componentes faz com que o profissional tenha que buscar um conhecimento mais aprofundado e estudar as interações entre as variedades dos ingredientes para aumentar o conhecimento e, assim, conseguir atingir o resultado esperado. A variedade de rótulos da Bamberg desmente a errônea ideia de que a Lei de Pureza Alemã enrijece as possibilidades do cervejeiro no momento da produção. A cervejaria tem cervejas de diferentes estilos, como Pilsen – número 1 em vendas –, Weizen, Rauchbier, Schwarzbier, Altbier, Weizenbock e Maibock (a sazonal de maio da Bamberg, a Maibaum), entre outros.

“A Maibaum é um exemplo de que o cervejeiro tem liberdade para criar coisas diferentes e complexas seguindo a Lei de Pureza alemã. É uma cerveja com aromas de biscoito, mel e caramelo, conferidos pelo malte, além de notas florais, herbais, condimentadas e cítricas, conferidas pelos lúpulos presentes em sua formulação. No sabor, tem-se no começo uma presença bastante doce, quebrada logo em seguida pelo amargor do lúpulo, que equilibra o dulçor, deixando a cerveja refrescante. Ela possui coloração laranja, é cristalina e apresenta uma espuma com boa formação e persistência”, ressalta Alexandre.

Quando se fala de produção em massa, a "desobediência" à Lei da Pureza é ainda mais significativa.

“A indústria cervejeira de massa utiliza na produção cereais não maltados, como milho e arroz, para baratear o custo da cerveja. No Brasil, a quantidade permitida para a utilização desses componentes é bastante alta – atingindo 45%. Além disso, nesse tipo de produção em larga escala, adicionam-se na bebida produtos químicos para acelerar o processo de produção, além de conservantes, antioxidantes e outros agentes", finaliza Bazzo.

Para ler matéria sobre a Bamberg publicada na seção Fonte da Beer Art 10 (set/2014), entre neste link.

Fonte: Revista Beer Art

Sierra Nevada Pale Ale - Degustação nº 193


É a cerveja mais popular da Sierra Nevada. A história da Pale Ale começou como o sonho de um fabricante de cerveja em casa, cresceu e se tornou um ícone, e inspirou inúmeros fabricantes de cerveja artesanal. O fascínio dos fãs por esta cerveja fez dela um clássico, que ainda continua a ser nova, complexa e surpreendente para milhares de bebedores de cerveja, todos os dias. 

Cervejaria: Sierra Nevada Brewing Company
Origem: Estados Unidos da América
ABV(%): 5,6
Estilo: American Pale Ale (APA)
Embalagem: Garrafa de 341 ml

É uma cerveja de coloração cobre, com corpo claro. Sua espuma de cor branca apresentou ótima formação com longa persistência e uma excelente transição de renda no copo.

No aroma intenso, o malte remete a caramelo. O lúpulo está presente de forma intensa e é bastante cítrico e com toque de maracujá. Álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo, que conferem um dulçor a cerveja que casa muito bem com o amargor. A cerveja é mais lupulada que as APA's em geral e possui bom amargor, no entanto sem ser agressivo.

O retrogosto é duradouro e amargo. Corpo de leve a médio e rescência mediana conferem bom drinkability a esta cerveja. A percepção alcoólica é oportuna. Muito boa APA. Vale a pena degustar várias vezes.

Cheers!
Luiz Araújo 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dead Frog The Classic Nut Brown Ale - Degustação nº 192


Uma encorpada, equilibrada, surpreendentemente refrescante Dark Ale com um gosto enriquecido pelos maltes tostados 

Cervejaria: Dead Frog Brewing
País: Canadá
ABV(%): 5
Estilo: English Brown Ale
Embalagem: Garrafa de 341 ml

É uma cerveja de coloração marrom escuro com tons em rubi quando colocados contra a luz. Sua espuma de cor bege apresentou média formação, sendo de longa duração, com uma justa transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete a caramelo, café, chocolate e tostado, sendo de forma intensa. Percebi boa presença de lúpulo. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz. O sabor acompanha o aroma. Ao degustá-la sente-se um bom equilíbrio entre o dulçor do malte e amargo do lúpulo. 

O aftertaste é duradouro e  amargo. Apresentou corpo médio e carbonatação idem. Sem adstringência. Bom drinkability! A percepção alcoólica é oportuna. Cerveja equilibrada e muito saborosa! 

Cheers!
Luiz Araújo

10º Concurso Nacional das ACervAs inscreve até 22/5

Podem se inscrever qualquer cervejeiro caseiro associado a alguma ACervA e qualquer produtor de hidromel, associado ou não (Foto: Divulgação)

O concurso faz parte da programação do Encontro Nacional das Acervas em POA/RS


Interessados em participar já podem se inscrever na décima edição do Concurso Nacional das ACervAs. A competição terá Porto Alegre como cidade sede e fará parte da programação do Encontro Nacional das Acervas, evento que anualmente congrega os cervejeiros artesanais caseiros do Brasil. As inscrições devem ser realizadas com preenchimento de formulário online (clique aqui) até 22 de maio.

O concurso é baseado na metodologia e nas diretrizes de estilo do BJCP, aceitando inscrições em todas as 23 categorias de cerveja e, pela primeira vez em concursos nacionais, nas 3 categorias de hidromel. Podem se inscrever qualquer cervejeiro caseiro associado a alguma ACervA e qualquer produtor de hidromel, associado ou não. Clique aqui para acessar o regulamento completo.

As vagas são limitadas a 600 rótulos e cada cervejeiro ou produtor de hidromel poderá inscrever apenas uma cerveja ou hidromel por estilo (subcategoria do BJCP). As amostras devem ser enviadas de 27 de abril a 29 de maio para a WE Consultoria (Beco José Paris, 675 - Módulo 18 - Bairro Sarandi). O julgamento será nos dias 4 e 5 de junho, com divulgação dos resultados na festa de encerramento do X Encontro Nacional das Acervas, dia 6 de junho.

Informações sobre o concurso podem ser obtidas através do e-mail concurso_nacional@acervagaucha.com.br

Serviço:

O que: X Concurso Nacional das ACervAs
Quando: Inscrições até 22 de maio, julgamento 4 e 5 de junho e divulgação dos resultados em 6 de junho
Onde: Porto Alegre (RS)
Informações: concurso_nacional@acervagaucha.com.br

Fonte: Revista Beer Art

Documentário independente quer mostrar a propaganda de cerveja ideal e sem machismo


Recentemente, campanhas publicitárias de marcas de cerveja foram alvo de críticas por abusarem da objetificação da mulher e até promoverem o assédio sexual, como a da Nova Schin e a "Verão é Nosso", da Itaipava.

Por conta dessa cultura publicitária que persiste no Brasil, um grupo de produtores independentes resolveu lançar um documentário para discutir essa relação que existe há anos: Mulher, Cerveja e Machismo - A Representação Feminina nas Propagandas de Cerveja.

A ideia colher vários depoimentos e opiniões, e no final criar uma marca fictícia de cerveja, mostrando como seria a propaganda ideal. O projeto, que está em fase de pré-produção, já tem uma página de crowdfunding na plataforma Kickante e começa o financiamento dia 30 de abril.

A princípio, as gravações devem ser feitas em São Paulo, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, mas o número de regiões pode ser ampliado se a arrecadação ficar acima do esperado.

Para 84% da população, o corpo da mulher é usado para promover a venda de produtos nas propagandas de TV. Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular em parceria com o Instituto Patrícia Galvão em 2013.

Segundo o produtor executivo, Robson Alessandro, "o documentário visa abrir uma discussão maior sobre a opressão que as mulheres sofrem na mídia, com foco nas campanhas de cerveja", e será feito com depoimentos de mulheres de vários grupos sociais, como donas de casa e professoras universitárias.

Fonte: Brasil Post

Cervejaria Nacional lança cerveja em parceria com a Blondine

A Pé Vermeio, uma American Ambar Ale, será lançada no dia 27 de abril



A próxima cerveja da Cervejaria Nacional é uma homenagem aos caipiras do interior paulista. No dia 27 de abril, o brewpub mais famoso do Brasil e a Cervejaria Blondine, de Itupeva, vão lançar a Pé Vermeio, uma American Ambar Ale de coloração vermelha intensa – semelhante à das solas dos pés de quem percorre descalço o chão de terra das fazendas e estradas interioranas.

Com notas de caramelo e leve tostado, a Pé Vermeio é uma típica Americana, com amargor presente, notas cítricas e bastante sabor de lúpulo. Características que resultam em uma cerveja cítrica e refrescante, com corpo e caráter de maltes e caramelos que abrem terreno para o lúpulo brilhar. Tem 6,5% de grau alcoólico e 40 IBU.

Como já é tradição, a Pé Vermeio poderá ser degustada em copos de 320 ml (R$ 18) e 550 ml (R$ 26) na Cervejaria Nacional. Apenas na noite do lançamento, a colaborativa será servida em sistema double , com horário estendido, das 17h às 0h. Quem pedir um pint de Pé Vermeio ganha o segundo!

E boa notícia: ela também será vendida em garrafas de 600 ml, em edição limitada, na Cervejaria Nacional, a partir do dia 27. Cerca de 2.100 litros foram produzidos. Não tem desculpa para não provar!

Sobre a Cervejaria Nacional
O projeto nasceu em 2006 da sociedade entre Fabiani, economista que se apaixonou pelo universo cervejeiro na década de 90 em Nova York, e do produtor gráfico Dudu Toledo, amigo entusiasta de suas experimentações. Dedicado e curioso, ao voltar para o Brasil, o autodidata trouxe um equipamento e começou a fazer em casa sua própria cerveja. A cada cozimento, a paixão de criar novas receitas crescia, assim como o prazer em dividir a experiência aos amigos e familiares, como Peter Jancso, cunhado de Fabiani que acompanhou desde o começo os primeiros cozimentos caseiros e mais tarde tornou-se sócio-investidor do projeto. De lá para cá, o trio entrou em uma confraria e mergulhou no universo cervejeiro. Assim nasceu a microcervejaria Nacional, que atuava inicialmente apenas como fornecedora de bares, como o extinto Drake’s. O projeto cresceu com a entrada de Alexandre e de Marcus Ribas, da consultoria AyB, e em 2011, os sócios transformaram a Cervejaria Nacional em fábrica bar.

Sobre a Cervejaria Blondine
O projeto da cervejaria foi idealizado com foco na criação de produtos diferenciados para o público premium. A paixão pela cerveja evoluiu e transformou-se em realidade em 2010, quando a Blondine foi fundada. Especializada na produção de chopp e cervejas de altíssima qualidade, com fórmulas das escolas europeias, trabalha com matérias-primas importadas de países tradicionais em produção de ingredientes para cervejas, que são selecionadas por uma equipe capacitada e preocupada em levar produtos inovadores e saborosos aos consumidores.


Serviço
Cervejaria Nacional
Endereço: Av. Pedroso de Morais, 604, Pinheiros
Telefone: 11 4305-9368
Telefone para reservas: 11 3034-4318
Horário de funcionamento: segunda a quarta-feira, das 17h às 0h, quinta–feira, das 12h às 0h, sextas e sábados, das 12h às 1h30

Fonte:


Abertas inscrições para Copa Cervezas de América 2015

Uma das novidades de 2015 é a mudança na metodologia de avaliação, que promete melhorar o feedback para as cervejarias participantes (Foto: Divulgação/Copa Cervezas de América)

Concurso se realiza a partir de 23 de agosto, na capital do Chile, Santiago


De 20 de abril, até se completarem 800 vagas, estão abertas as inscrições para a Copa Cervezas de América 2015. É a quarta edição do concurso, realizado no Chile e um dos mais importantes do continente. Neste ano, será na capital, Santiago, durante aSemana Cervejeira do Chile, entre 22 e 29 de agosto, no Campus Providencia da Universidad de Las Américas. O julgamento ocorrerá de 23 a 25 de agosto, e a premiação no dia 26.

Em 2014, o Brasil foi quem conquistou mais medalhas: 31, das quais 6 ouros, 6 pratas e 19 bronzes, entre as 137 cervejas inscritas. Cervejarias de mais de 15 países participaram, inscrevendo mais de 500 rótulos. Para este ano, o concurso, coorganizado pela Weyermann Specialty Malting Company, a expectativa é de um aumento no número de cervejas inscritas.

Em 2015, haverá uma mudança na tecnologia para registrar a avaliação e as notas de cada juiz, o que promete melhorar e facilitar o feedback para as cervejarias participantes. Entre as demais novidades, estão a aliança com a recém-criada associação Húsares Cerveceros A.G e uma conferência de cervejeiros com duas linhas temáticas, uma orientada a mestres cervejeiros latino-americanos que abordará a formação e o desenvolvimento de sabores e aromas na cerveja e outra para os amantes da cerveja, homebrewers e restaurantes, com o objetivo de aproximar o consumidor da diversidade de estilos e aumentar o conhecimento dos processos de elaboração.

As conferências compreendem cursos, workshops, painéis de discussão, entre outras atividades.

Para saber mais sobre o concurso e as atividades da Semana Cervejeira do Chile, entre em www.copacervezasdeamerica.com

Fonte: Revista Beer Art