Ninkasi, a Deusa da Cerveja

Ninkasi é a antiga deusa sumeriana da cerveja, que transformou uma mistura de água e cevada em um líquido dourado, conhecido hoje como cerveja.

Era uma deusa muito popular que fornecia cerveja aos deuses. Ela era considerada a própria personificação da cerveja.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dado Bier Lager - Degustação nº 82


As cervejas DaDo Bier começaram sua produção em 1995 na Microcervejaria montada em meio ao restaurante e espaços de entretenimento, a cerveja tinha sua produção artesanal e era consumida direto pelos clientes. Em 2004 é inaugurada a Fábrica de Cervejas DaDo Bier, com uma capacidade ampliada e o engarrafamento das cervejas.

No ano de 2009, a fábrica teve uma grande ampliação e foi transferida para cidade de Santa Maria, onde conta hoje com uma capacidade de produção de 1.000.000 litros de cerveja ao mês. A fabricação da cerveja Lager é feita em grande escala e as características da Microcervejaria continuam mantidas para produção das cervejas especiais.

Cervejaria: Dado Bier
Origem: Santa Maria - RS (Brasil)
ABV(%): 5
Estilo: American Premium Lager
Embalagem: Lata de 700 ml

É uma cerveja de coloração dourada, com corpo claro e borbulhante. Sua espuma de cor branca apresentou formação densa, com boa duração, e uma boa transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma presença leve de malte e lúpulo herbáceo. Presença de álcool bem leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte continua presente de forma leve e o lúpulo ameno confere a cerveja equilíbrio.

O retrogosto é levemente adocicado e fugaz. Bem refrescante com corpo bem leve e rescência mediana conferem ótimo drinkability a esta cerveja, que possui nível de adstringência zero, o que a deixa com a textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna. Uma boa cerveja para o dia a dia e churrasco com os amigos!

Saúde!
Araújo Junior

FOTOS DO 3º ENCONTRO DO CLUBE DA CERVEJA - NINKASI BEER CLUB

No último sábado, dia 18 de outubro realizamos o nosso 3º encontro onde tivemos a oportunidade de degustarmos ótimas cervejas, num ótimo clima e o que é melhor, entre amigos.
Agradeço a todos que participaram e contribuíram direta ou indiretamente para o sucesso do evento.

Em seguida postei como de costume, a minha avaliação pessoal de cada cerveja degustada no encontro.


Todos a postos

Ficha de degustação (obtide no site fullpint.com.br)

Explanação sobre como avaliar uma cerveja

Concentração na avaliação

Alegria e concentração

Primeira cerveja da noite

Demonstração de como servir corretamente

Avaliação visual

Todo mundo levando a sério!

Coruja Strix também se fez presente

Um dos sucessos da noite

Apresentação da cerveja

Como servir uma cerveja de trigo

Linda no copo weizen!


Entrega do livro Larousse da Cerveja ao vencedor do Quiz sobre cervejas

E para fechar a noite com chave de ouro foi servido como sobremesa a Young's Double Chocolate armonizada com chocolate meio amargo. Ficou perfeito e sensacional!!!




Um forte braço!
Araújo Junior


domingo, 19 de outubro de 2014

Meantime London Stout - Degustação nº 81


A Oatmeal Stout é uma variação do estilo Sweet Stout. A Stout "originalmente significava apenas uma cerveja forte, por isso, em teoria, você poderia ter uma Stout Pilsner ou uma Stout Pale Ale. Na prática, foi aplicada ao estilo Porter, assim, por conseguinte, entende-se uma forte Porter. Como o estilo porter declinou na Inglaterra, ficou abreviado para apenas Stout.

Cervejaria: Meantime
País: Inglaterra
ABV(%): 5,4
Estilo: Oatmeal Stout
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de coloração preto intenso e opaca. Sua espuma de cor marrom apresentou boa formação, cremosa e de curta duração, com uma boa transição de renda no copo. 

No aroma, o malte remete a a café, caramelo, chocolate e baunilha, sendo de forma média. Percebe-se o lúpulo bem leve. Presença de álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. O sabor segue a mesma linha do aroma, com um leve tostado. Ao degustá-la não sente-se a robustez esperada das stouts, especialmente esta que leva aveia na sua composição. Apresentou médio amargor. 

O aftertaste é médio e amargo. Com corpo leve (considerando o que se espera de uma stout) e rescência média conferem boa drinkabilidade a esta cerveja.  Adstringência inexistente e percepção alcoólica oportuna.

Cheers!
Araújo Junior

Hoffen Bier Darkness - Degustação nº 80


Em 2012, os sócios Tiago Cavalcante e Alessandro Buenodecidiram montar uma microcervejaria na cidade de Votorantim/SP. O nome escolhido foi Hoffen Bier que em alemão significa esperança. O lobo foi escolhido como mascote por ser um símbolo da fidelidade.

Como os sócios não eram do ramo, decidiram chamar o mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli, profissional experiente no mercado de micros.

Cervejaria: Hoffen
Origem: Votorantin-SP (Brasil)
ABV(%): 6,8
Estilo: German Weizenbock
Embalagem: Garrafa de 600 ml

Cerveja de coloração âmbar escura, turva, com espuma bege de enorme formação, cremosa, com boa duração, excelente transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão.

No nariz, intenso aroma de caramelo, melaço, açúcar mascavo, além do característico frutado (banana, frutas brancas), e de especiarias (cravo e canela) e malte tostado. Presença de lúpulo cítrico e levedura doce. No sabor bastante frutado, notas de frutas brancas, caramelo e lúpulo bem leve. A cerveja tem sabor adocicado sem ser enjoativo. Presença de álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz.

Cerveja bem encorpada, textura cremosa, carbonatação média, sensação de adstringência e ausência de amargor. Aftertaste duradouro e levemente adocicado. Cerveja com média drinkabilidade. Certamente uma das melhores do estilo dentre as nacionais. Esta vai para a galeria!

Saúde!
Araújo Junior

Kunstmann Lager Unfiltriert - Degustação nº 79


A cidade chilena de Valdivia fica na Região dos Lagos e primeiramente foi ocupada por índios Mapuches, depois por espanhóis até que uma grande imigração alemã desembarcasse na cidade. A família Kunstmann chegou ao povoado em 1850, no primeiro grupo de alemães, e começou a produzir cerveja para consumo próprio depois que a única cervejaria de Valdivia, a Anwandter (e toda a cidade), foi destruída pelo Grande Terremoto do Chile, em 1960, o maior terremoto já registrado em todos os tempos (9.5 pontos na escala Richter). Passaram se anos até que a Cerveceria Kunstmann abrisse às portas, em 1997, e de lá pra cá vem se destacando no país. O carro chefe da cervejaria de Valdivia é a Kunstmann Lager, 

Cervajaria: Valdivia
Origem: Chile
ABV(%): 5,8
Estilo: Pale Lager 
Embalagem: Garrafa de 330 ml

É uma cerveja de coloração de âmbar e turva, visto que a mesma não é filtrada. Sua espuma de cor branca apresentou ótima formação, sendo cremosa e de média duração, com uma boa transição de renda no copo e presença de partículas.

No nariz, o malte remete a caramelo e melaço de forma média. Presença leve de lúpulo herbáceo e levedura doce. Álcool leveequilibrado ao aproximar o  copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo e o lúpulo continua leve e terroso conferindo pouquíssimo amargor.

O aftertaste é adocicado e de curta duração. Corpo médio-baixo e média rescência. Bom drinkability. A percepção alcoólica é oportuna. Vale a pena experimentar!

Salud!
Araújo Junior

sábado, 18 de outubro de 2014

Cidade Imperial Helles Munich - Degustação nº 78


Fundada por um dos membros da Família Imperial Brasileira, a Imperial Premium Bier desenvolve cervejas com ingredientes selecionados, receitas especiais e a mais pura água de Petrópolis, desde 1997. O príncipe Francisco de Orleans e Bragança dirige a Cidade Imperial com raízes cervejeiras. Sua avó, Elizabeth Dobzensky, fabricava cerveja na antiga Tchecolosváquia.

A Cidade Imperial Helles é uma cerveja diferente. Elaborada de acordo com a famosa Lei de Pureza Alemã (Reinheitsgebot) – produzida com ingredientes selecionados e a mais pura água de Petrópolis para proporcionar sabor e aroma exclusivos.

Cervejaria: Cidade Imperial
Origem: Petrópolis - RJ (Brasil)
ABV(%): 6,0
Estilo: Munich Helles
Embalagem: Garrafa de 355 ml

É uma cerveja de coloração de âmbar a cobre e um pouco turva. Sua espuma de cor branca apresentou pequena formação, de curta duração, com uma justa transição de renda no copo e ausência de partículas.

No nariz, o malte remete a pão e tostado, de forma leve. Presença leve de lúpulo floral, deixando a cerveja equilibrada. Álcool leve ao aproximar o  copo do nariz. No sabor o malte continua remetendo a caramelo e tostado. O lúpulo continua leve conferindo pouquíssimo amargor.

O aftertaste é adocicado e fugaz. Corpo leve, pequena rescência conferem um bom drinkability a esta cerveja, que não possui  adstringência, o que a deixa com a textura sedosa. A percepção alcoólica é oportuna. Vale a pena experimentar!

Salute!
Luiz Araújo

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Czechvár (Budweiser Budvar) - Degustação nº 77


Apesar do nome esta cerveja não pertence a Anheuser-Busc InBev, que produz a Budweiser americana. Existe na verdade, uma disputa de longa data que parece não ter fim pelo direito de uso do nome em questão.

A Budweiser Budvar (em tcheco Budějovický Budvar) é uma cerveja tcheca fabricada desde 1265. Esta cerveja, que também responde pelo nome de Budweiser Czechvár, participa desde 1896 dasociedad mercantil Budějovický Budvár na cidade de České Budějovice (Budweis, em alemão), na República Checa. Por este motivo a cerveja reivindica o nome, por ser originária da cidade de Budweis.

Já a cerveja americana foi fundada em 1876 por imigrantes alemães e decidiu usar o nome Budweiser inspirada numa receita de cerveja de um lugar chamado Budweis, em uma região distante do Império Húngaro. Atualmente é a cerveja mais vendida do mundo.

Assim, a cervejaria americana registrou a marca em todas as Américas e a cerveja Tcheca, na Europa. Por este motivo, encontramos no Brasil a Budweiser Budvar com o nome de Czechvár. Enquanto que na Europa a cerveja americana é vendida como Bud.

A guerra promete continuar por muitos anos.

Cervejaria: Budweiser Budvar Ceske Budejovice
Origem: República Theca
ABV(%): 5
Estilo: Bohemian Pilsener
Embalagem: Garrafa de 500 ml

É uma cerveja de coloração dourada, com corpo claro. Sua espuma de cor branca apresentou formação média, com formação de grandes bolhas e de curta duração, sem transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma médio o malte remete a pão, biscoito e cereais e o lúpulo é leve e herbáceo, Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz. No sabor o malte está presente de forma média e acompanha o aroma. O lúpulo aparece com menor intensidade remetendo a gramíneo. Há um bom um equilíbrio entre o dulçor e amargor.

O retrogosto é levemente amargo, rápido e seco. Cerveja bem refrescante, com corpo bem leve e rescência mediana conferindo ótimo drinkability. Possui ainda nível de adstringência zero, o que a deixa com a textura sedosa. A percepção alcoólica é oportuna. Uma ótima cerveja para o dia a dia e churrasco com os amigos!

Na zdravi!
Araújo Junior

Blanche de Bruxelles - Degustação nº 76


As origens da cervejaria Lefebvre, localizado na Quenast (na região de Brabant da Valónia, o distrito de língua francesa da Bélgica), no vale do Senne, remonta a 1876. Neste ano, Jules Lefebvre, guarda-caça, agricultor, inaugurou sua nova fábrica de cerveja.

Produzida pela Cervejaria Brasserie Lefebvre, na Bélgica, região de Brabant. Em 1916 a fábrica foi desmantelada durante a ocupação alemã. Em 1921, logo depois da guerra, Auguste Lefebvre, filho de Jules, mudou as instalações da antiga fábrica para um planície na mesma vizinhança, a fim de evitar as enchentes anuais do rio local.

A Blanche de Bruxelles é fabricada com 40% de trigo mole.

Cervejaria: Lefebvre
Origem: Bélgica
ABV(%): 4,5
Estilo: Witbier
Embalagem: Garrafa de 330 ml

Cerveja de coloração amarelo-palha, corpo turvo, com espuma branca, cremosa, média e de curta duração, com uma justa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão.

No nariz aroma cítrico, intenso de casca de laranja e coentro. O sabor acompanha relativamente o aroma, porém com menos intensidade, com lupulagem levíssima e ésteres cítricos. A cerveja praticamente não apresenta amargor. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz.

Corpo bem leve , textura idem e boa carbonatação conferem a esta cerveja ótima drinkabilidade. Cerva altamente refrescante! Boa pedida para o verão.

Santeie peye!
Araújo Junior

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Burgman Midnight Riders - Degustação nº 75


A cervejaria Burgman foi fundada em 2010, na cidade de Sorocaba (SP), com a finalidade de produzir cervejas de alta qualidade, classificadas como artesanais. Seguidora fiel da Lei da Pureza alemã, utiliza ingredientes nobres, 100% importados, para produzir excelentes rótulos de estilos clássicos, como: Premium Lager, Weizenbier, Red Ale e Stout.

A Cervejaria Burgman se uniu ao motoclube Midnight Riders para lançar de um novo rótulo para a cerveja de trigo Weiss. Mas não é qualquer rótulo, mas sim um personalizado com o nome e brasão do grupo.

Os Midnight Riders, são uma comunidade formada em Sorocaba a pouco mais de 4 anos, mas que já possui mais de 4.000 membros distribuídos por todo o país. Seus participantes tem em comum além do amor pelas motos (independente de modelo, ano ou cilindradas) o sentido de viver em irmandade.

Cervejaria: Burgman
País: Brasil
ABV(%): 5,2
Estilo: German Weizen
Embalagem: 600 ml

Cerveja de coloração amarelo-palha, turva, com espuma branca de formação média, cremosa e duradoura, com uma excelente transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão.

No aroma presença de banana e cravo, sendo este último em maior evidência, especialmente no retrogosto. O sabor é frutado, com presença de ésteres de banana. O sabor acompanha o aroma. Presença leve de álcool ao aproximar o copo do nariz.

Corpo médio, textura cremosa, carbonatação média, sensação de leve adstringência e aftertaste duradouro e adocicado. Cerveja com boa drinkabilidade. Uma ótima opção dentre as nacionais!

Bebamos!
Araújo Junior




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Colorado Appia - Degustação nº 74


A palavra Appia vem do latim e significa abelha. O nome perfeito para a primeira cerveja do Brasil a utilizar mel em sua fórmula. Uma combinação exótica que, além do mel das laranjeiras, é feita a partir da melhor cevada, trigos maltados e nossa exclusiva levedura de alta fermentação.

Cervejaria: Colorado
Origem: Ribeirão Preto - SP (Brasil)
ABV(%): 5,5
Estilo: Weizen
Embalagem: Garrafa de 600 ml

Cerveja de coloração dourada, corpo turvo, com enorme espuma branca, cremosa, de formação densa e de boa duração, com uma justa transição de renda no copo e presença de algumas partículas em suspensão.

No nariz o malte remete a cereais e sente-se a presença de mel e banana. O sabor é adocicado e apresenta ésteres frutados. Harmoniza relativamente o aroma, até mesmo na intensidade, que é de leve a média. O retrogosto, que é doce e fugaz. Presença de álcool bem leve ao aproximar o copo do nariz.

Corpo leve, textura um pouco oleosa, carbonatação média e sensação de leve adstringência. Cerveja com boa drinkabilidade e bem refrescante. Diferente do que estamos acostumados a degustar comparando com outras do estilo. 

TimTim!
Araújo Junior

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Therezópolis Jade - Degustação nº 73


É uma cerveja Puro Malte, de alta fermentação, típica das ilhas britânicas que leva uma dose extra de lúpulos, conservantes naturais, para suportar as grandes viagens no período das grandes navegações, onde o exército inglês realizava diversas expedições para as índias.

Cervejaria: Sankt Gallen
Origem: Teresópolis - RJ (Brasil)
ABV(%): 6,5
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Embalagem: Garrafa de 600 ml

É uma cerveja de coloração âmbar alaranjada, com corpo agitado e claro. Sua espuma grande, cremosa de cor branca apresentou ótima formação e duração, com uma excelente transição de renda no copo e ausência de partículas.

No aroma, o malte remete a caramelo e tostado, de forma bem leve. O lúpulo está presente de forma intensa e é bastante cítrico e com um leve de laranja e lima. Álcool equilibrado ao aproximar o copo do nariz. Sabor frutado e cítrico.

O retrogosto é duradouro e com o amargor se sobressaindo ao doce. Corpo bem leve e rescência idem conferem boa drinkability a esta cerveja, que possui leve adstringência. Textura aguada. A percepção alcoólica é oportuna. Uma IPA do tipo boa, bonita e barata! Com certeza a porta de entrada para muitos no mundo das IPA's. Fui surpreendido positivamente por esta novidade. Muito boa!

Cheers!
Araújo Junior

Germânia 56 - Degustação nº 72


Nasce a Cervejaria Germânia na cidade de Vinhedo, São Paulo. Local escolhido pela excelente qualidade da água, ingrediente que faria toda diferença na produção das bebidas. Seus sócios fundadores, apostaram todas as fichas num futuro promissor: o mercado de Chopp.

Cervejaria: Germânia
Origem: Vinhedo-SP (Brasil)
ABV(%): 4,5
Estilo: Dark American Lager
Embalagem: Lata de 710 ml

É uma cerveja de coloração marrom escuro, tendendo a preto e com corpo opcaco. Sua espuma de cor bege apresentou formação pequena, fina e de curta duração, sem transição de renda no copo.

No aroma, o malte remete a caramelo, ameixa e café, sendo de forma leve. Ausência de álcool  ao aproximar o copo do nariz. No sabor o caramelo e um dulçor tendendo ao enjoativo se sobressaem. Na verdade parece que foi usado xarope de caramelo. Apresenta ainda leve toque de torrado e café.

O aftertaste é rápido e adocicado. Com corpo leve, pequena rescência  e médio drinkability. A percepção alcoólica é oportuna.

Saúde!
Luiz Araújo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Rede Mestre-Cervejeiro.com chega a Porto Alegre

Rótulos locais, como a Extra Fancy IPA da Tupiniquim, estarão entre as 80 opções iniciais da loja no Rua da Praia Shopping (Foto: Divulgação)

Inauguração da Loja no Centro Histórico da capital gaúcha é no dia 16 de outubro

Com um catálogo de 80 rótulos, a primeira loja da rede Mestre-Cervejeiro.com na capital gaúcha abre as suas portas em 16 de outubro. Sétima unidade no país, funcionará no Centro Histórico de Porto Alegre, no Rua da Praia Shopping.

No cardápio, rótulos locais, como Seasons, Irmãos Ferraro e Tupiniquim, e importados como Fantôme (Bélgica), EvilTwin (Dinamarca) e Dieu du Ciel (Canadá). “Inicialmente, ofereceremos 80 rótulos. O objetivo é agradar a todos os paladares”, diz Paolo Montano (31), novo franqueado da rede.

A loja na capital gaúcha será a segunda aberta em menos de um mês, como parte de um grande plano de expansão da Mestre-Cervejeiro.com, iniciado em setembro, com a abertura de uma loja em Curitiba. O plano é encerrar o ano com 12 unidades em seis estados: Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, que contará com uma loja na capital.

Serviço
O que: loja da Mestre-Cervejeiro.com
Onde: Rua da Praia Shopping (Rua dos Andradas, 1001|Loja 133, Porto Alegre-RS)
Quando: a inauguração é em 16 de outubro, às 18h
Telefone: (51) 3061-1002

Fonte: Revista BeerArt

Como nasceu a receita da Trippel de jabuticaba da Sauber Beer

A Trippel de jabuticaba estará disponível em edição reduzida, em dezembro, comemorativa ao natal (Foto: Divulgação)

Com um portfólio marcado por receitas diferenciadas, a Trippel nasceu de uma descoberta que deu certo

Sarah Buogo

Instalada em Mogi Mirim (SP), a Sauber Beer, no mercado há 5 anos, faz questão de destacar a marca de cervejaria bem artesanal. Com uma produção tímida, de até 20 mil litros por ano, cerca de 3 mil por mês, a Sauber Beer aposta na experimentação e na arte como diferencial. Sem o compromisso de produzir em grandes quantidades, consegue inovar nas receitas, muitas vezes criadas de forma inusitada. É o caso do seu novo rótulo, Trippel de Jabuticaba, ainda em maturação, deve estar disponível para ser apreciada somente em dezembro, comemorativa ao natal. No entanto, nesta primeira edição apenas 24 garrafas estarão disponíveis.

Quando o cervejeiro e um dos proprietários da Sauber Beer, Renato Marqueti Jr. Começou a produzir esta 
cerveja, a proposta era uma Trippel tradicional. No entanto um vidro de licor guardado na despensa do casal, o incentivou a acrescentá-lo na receita. Renato e sua esposa Vanesca Luisa Rampazo Marqueti, também proprietária da cervejaria, moram em uma chácara. O licor foi preparado para aproveitar uma grande quantidade de jabuticabas, mas acabou ficando esquecido por quase dois anos.

“O Renato foi procurar um ingrediente e encontrou o vidro de licor. Aí eu lembrei que tinha esquecido. Foi quando ele propôs acrescentarmos na Trippel que estava em produção. Não sabíamos se daria certo, mas todos que provaram até agora gostaram muito”, destaca Vanesca.

A ideia deu tão certo que o casal colocar esta cerveja em seu portfólio que já conta com quase 30 rótulos. Ainda sem rótulo oficial, a A Trippel de Jabuticaba tem 9,5% de teor alcoólico e foi envasada em garrafas de 750 ml, como as de champagne.

A Trippel de Jabuticaba não é a única cerveja exótica produzida pela Sauber Beer. O portfólio da cervejaria conta com rótulos como a Lemon, uma cerveja clara, produzida com uma mescla de 7 tipos de malte e limão siciliano, a Ginger que leva gengibre na sua composição, a Santo Capim que é uma cerveja de trigo com capim limão adicionado na maturação e a Pumpkim, primeira cerveja de abóbora do Brasil, medalha de Bronze no Festival Brasileiro da Cerveja 2014, em Blumenau. No total são 28 cervejas produzidas, entre receitas exóticas e tradicionais, algumas com edição limitada.

Na Pumpkin, uma das primeiras cervejas da Sauber Beer, um quadro que virou rótulo (Foto: Divulgação)

Não é só nas receitas que a cervejaria de Mogi Mirim inova. Ela também foi pioneira em um projeto de rótulos artísticos no município. Vanesca é artista plástica de formação e, com intuito de valorizar os artistas da cidade, montou um projeto que envolve 26 artistas cadastrados no Centro Cultural Municipal.

Cada artista fica responsável por pintar um quadro para uma cerveja da Sauber Beer. Após, o quadro é reproduzido nos rótulos e no contra-rótulo é divulgado o currículo do pintor. No total Até agora já foram produzidos 14 rótulos com este toque de arte. “Nessas cervejas é possível beber arte dentro e fora, sem contar que montamos uma galeria itinerante, que vai para vários lugares do país, onde enviamos nossas cervejas”, destaca Vanesca que será uma das Conferencistas do Slow Brew Brasil, em Ribeirão Preto, falando sobre o projeto.

Fonte: Revista BeerArt

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ayinger Urweisse - Degustação nº 71


A cerveja artesanal alemã Ayinger Urweisse, natural da Bavária, é a união do frescor do trigo com o malte escuro torrado, que resulta numa cerveja cheia de sabor e complexidade. 

Cervejaria: Ayinger
Origem: Alemanha
ABV(%): 5,8
Estilo: German Dunkelweizen
Embalagem: Garrafa de 500 ml

Cerveja de coloração âmbar, turva, com espuma branca de formação grande e cremosa, com boa duração, justa transição de renda no copo e presença de partículas em suspensão.

No nariz, intenso aroma frutado (banana, frutas brancas), além de especiarias (cravo e canela) e malte tostado. No sabor bastante frutado, notas de frutas brancas e lúpulo bem leve. A cerveja tem sabor adocicado sem ser enjoativo. Presença de álcool não muito forte ao aproximar o copo do nariz.

Corpo médio, textura cremosa, carbonatação baixa, sensação de adstringência e ausência de amargor. Aftertaste duradouro e levemente adocicado. Cerveja com média drinkabilidade. Certamente uma das melhores do estilo que já degustei. Esta cervejaria está entrando na lista das minhas favoritas. Aprovada com louvor!

Ein Prosit!
Luiz Araújo

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bodebrown Hop Weiss - Degustação nº 70



Tudo começou quando Samuel Cavalcanti decidiu mergulhar de cabeça no incrível mundo dos sabores das cervejas artesanais e criou a Cervejaria Bodebrown. A Hop Weiss é mais uma revolucionária cerveja da cervejaria-escola curitibana. 

Cervejaria: Bodebrown
Origem: Curitiba-PR (Brasil)
ABV(%): 5
Estilo: Specialty Beer
Embalagem: Garrafa de 500 ml

Cerveja de coloração dourada, corpo claro e borbulhante, com espuma branca, cremosa, de formação densa e de boa duração, com uma excelente transição de renda no copo e presença de algumas partículas em suspensão.

No nariz lúpulo cítrico, ésteres frutados (banana) e presença de cravo. O sabor acompanha relativamente o aroma, com menos intensidade. Presença leve de malte, notas de frutas brancas e lúpulo cítrico e picante. A cerveja não tem o característico sabor adocicado das cervejas de trigo, mas apresenta relevante acidez, especialmente no retrogosto, que é amargo e fugaz. Presença de álcool leve ao aproximar o copo do nariz.

Corpo leve , textura macia, carbonatação média e sensação de leve adstringência. Cerveja com boa drinkabilidade. 

A nossa!
Araújo Junior

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MONDIAL DE LA BIÈRE - ÚLTIMAS NOTÍCIAS



MAPA DA FEIRA



INGRESSOS

1. Valores:
▪ 1º lote* - R$35,00 (sexta-feira e domingo)
▪ 3º lote* - R$48,00 (quinta-feira)
▪ 4º lote* - R$55,00 (sábado)
*Os lotes são de acordo com disponibilidade da quantidade de ingressos.

Compre seu ingresso:
▪ Venda online (sujeito a taxa de conveniência): http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=36432
▪ Pontos de venda: http://www.mondialdelabiererio.com/canal/?visitar/7719/pontos-de-venda

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A CERVEJA NÃO É MAIS A MESMA


Cerveja com abóbora, chocolate, banana, mel, pimenta, coco, priprioca, avelã, bacuri, pétalas de rosa... A lista não tem limites e, talvez, vá até longe demais para quem está acostumado a só beber a tradicional Pilsen que comumente rola nas mesas por aqui e arrisca no máximo uma gelada escura. Mas há uma (grande) turma que está aberta a novas experiências nas mesas dos bares: as vendas dessas cervejas com algo a mais não param de crescer.
(Confira os locais e telefones ao lado)

Açaí, priprioca, bacuri e cumaru são os sabores da Amazon Beer

— Nesse segmento com ingredientes exóticos, a venda aumentou mais de 20% desde dezembro de 2010 — diz Duda Simonsen, sócia da Beershop, que vende cerveja pela internet e faz entregas para o Brasil inteiro.

Sommelière de cervejas com graduação pela prestigiada Doemens Akademie, da Alemanha, mestre cervejeira e engenheira de alimentos, Cilene Saorin atesta que a prática de turbinar a cerveja com ingredientes a mais é aprovada com louvor pelos especialistas no assunto:

— A variação com ingredientes inusitados não fere a doutrina cervejeira. A escola cervejeira alemã é muito regida pela ortodoxia, com os ingredientes básicos água, malte, lúpulo e levedura, mas a belga trabalha a inventividade de forma muito ampla. E isso é tão cervejeiro quanto a ortodoxia da cerveja alemã.

Belga de cereja, tem 25% de suco. Também com maçã, morango e framboesa 

Os números confirmam o sucesso:

— Em 2012, importamos uma média de 40 contêineres só de belgas. Para 2013, nossa previsão é passar de 50 — calcula Hélio Junior, sócio da importadora Buena Beer.

A curiosidade é um dos fatores que levam os cervejeiros mais novos a experimentar rótulos não convencionais, diz o beer sommelier do Lapa Café, Marcos Vinícius Duarte, que promove degustações no bar a R$ 55 por pessoa.

— Nomes chamativos, como as diabólicas Satan, Belzebuth e Lúcifer, ou as de chocolate, como a Youngs Double Chocolate, são pedidas em mesas longas, para brincadeiras. Já num segundo momento, com a experiência, vem o interesse pela composição e pelos sabores diferentes.

Do tipo Ale, há também no sabor banana. Leva suco de fruta

Além dos ingredientes e do nome, o inusitado às vezes está na história por trás da bebida. No Beer Jack, casa com 230 opções de cerveja em Botafogo, um caso famoso nos papos de mesa de bar por ali é o da visita do escocês James Watt, dono da BrewDog. Cervejaria marcada pelos rótulos engraçados, a BrewDog tem entre seus exemplares a Trash Blonde, nome “em homenagem” à uma loura que, conforme Watt contou no bar, não valia nada, mas por quem ele era apaixonado.

Banana e até 'Petróleo', maturada com cacau belga

Histórias saborosas à parte, o lugar de protagonista cabe mesmo aos ingredientes. Marcos Vinícius Duarte reforça que quem entende do assunto assina embaixo e recomenda as cervejas consideradas exóticas pela maioria:

— Elas são muito bem-vindas. Em geral, são rótulos preparados com ingredientes selecionados, materiais mais finos e, muitas da vezes, de produção artesanal. É diferente da produção em larga escala. E isso se traduz no sabor. São rótulos respeitados.

De cor alaranjada, a Ale da produtora americana Brooklyn leva abóbora

Cilene Saorin acredita que o aumento do consumo dessas cervejas por aqui se deve aos avanços econômicos alcançados no Brasil e também ao fato de que o país não é mais uma nação de jovens.

— Além do fator econômico, um amadurecimento gastronômico vem com a idade. As pessoas substituem quantidade por informação, qualidade. A diversidade de ingredientes abre as oportunidades oferecidas pelo mundo das cervejas, que é muito mais do que a loura gelada. O que determina isso é o quanto a pessoa está aberta a novidades. Quanto mais aberta à experimentação, mais feliz eu sou. Se você se fecha, limita a sua oportunidade de felicidade.

(Cláudia Amorim e Renata Monti)

Fonte: http://rioshow.oglobo.globo.com/gastronomia/eventos/a-cerveja-nao-e-mais-a-mesma-7627.aspx

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

VINTAGE: A NOVA ONDA DAS CERVEJARIAS


Trabalhador instala o equipamento de fermentação na cervejaria Brooklyn Brewery, em Nova York

Faz tempo que a produção de cerveja dos Estados Unidos decidiu ir muito além da conhecida Budweiser, mas agora a nova onda das cervejarias é o "vintage", com o armazenamento do líquido em antigos barris de madeira, utilizados para o envelhecimento de "bourbon", vinho e brandy, para se encher com seu sabor.

A cerveja, tradicionalmente a bebida alcoólica mais barata do cardápio de um bar, vem há alguns anos reivindicando sua condição de produto sofisticado: são feitas degustações, visitas guiadas às cervejarias, a gama de sabores se multiplica e os preços sobem, exatamente como a espuma.

"Como mestres cervejeiros, estamos sempre buscando formas de conseguir novos sabores. E uma maneira que encontramos foi o envelhecimento da cerveja em barris que antes foram utilizados para o vinho e outras bebidas", explicou à Agência Efe Damian Brown, um dos responsáveis da The Bronx Brewery, que distribui sua bebida por toda Nova York.

Em sua cervejaria há 50 tonéis para cervejas envelhecidas em barris de gin, "bourbon" e vinho. Outras, como a The Brooklyn Brewery, disponibilizaram mais de 2 mil barris para o envelhecimento de cerveja que se concentram exclusivamente no sabor "bourbon".

Já a Other Half Brewing tem sua preferência pelo aroma do vinho. Atrás ficam as cervejas frutadas e fermentadas com diferentes cereais. Este tipo flerta com o conceito de coquetel.

Além da imaginação dos produtores, agora existe também a predisposição dos consumidores.

"Antes havia muitos preconceitos sobre o que se poderia pedir em uma cerveja. Mas isso mudou nos últimos anos e as pessoas não se importam com uma cerveja que se parece com vinho, se deram conta que o sabor é tão bom ou melhor que podem escolher exatamente o que querem", comentou à Agência Efe Zach Mack, proprietário de um bar especializado em cerveja no East Village de Nova York.

Superado esse preconceito, foi criado todo um mercado "gourmet" para as cervejas e ele não se restringe à cerveja americana, mas atualmente reúne várias tendências que ocupam a obsessão do consumidor, coroadas, como diz Mack, por "algo tão (norte) americano como agregar sabores".

Por um lado, o impulso dado pelos processos artesanais, pois, depois de anos utilizando barris de aço inoxidável, a cerveja se reencontrou com a madeira de suas origens, o que remete a uma época tão glamorosa como a da Lei Seca.

O que, certamente, repercute no preço, de aproximadamente US$ 12 por garrafa.

"É muito mais caro do que o envelhecimento em tanques de aço inoxidável, tanto pelo tempo que envolve (algumas de nossas cervejas levam mais de um ano) como pelo preço de manutenção dos barris", comentou Brown.

Por outro lado, vivemos na era da sustentabilidade e o envelhecimento em barris de madeira envolve a reciclagem.

Entretanto, isso se deve mais ao acaso do que à consciência ecológica, pois quando os mestres cervejeiros decidiram reutilizar os antigos barris usados para o envelhecimento de outros licores e vinhos, se deram conta da sinergia que surgia com suas cervejas.

"Um tonel novo pode ser muito caro, portanto os primeiros que decidiram voltar à madeira foram até as destilarias para reutilizar os velhos barris e, assim, conseguir um melhor preço", explicou Mack.

Por último, é um produto local. "Provavelmente isso é o que mais nos agrada. É algo claramente americano e está funcionando", disse Mack, que descreveu o sabor da cerveja de "bourbon" como "delicioso".

Para ele, esta nova maneira de consumir cerveja é compatível com a de toda a vida. "É o mesmo que acontece com os hambúrgueres. Você até pode ir a um McDonald's, mas também existem opções mais sofisticadas", garantiu.

Mesmo com tanta erudição na produção de cerveja, tanto os produtores como os proprietários dos locais não querem que seu produto se transforme em um bem de luxo.

"A cerveja sempre será uma bebida do povo", opinou Brown, "só fazemos o possível para garantir que ela seja da melhor qualidade e que conquiste a imaginação, o coração e a mente" dos consumidores, acrescentou.